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20/03/2020

Covid -19_ 6 passos +1 para uma alimentação saudável hipoproteica em tempos de pandemia

E porque não adaptarmos os bons conselhos da DGS à nossa realidade? Afinal, nós somos mestres em gerir os alimentos hipoproteicos e agora o desafio mais premente é gerir a despensa. Sim porque a nossa despensa é muito mais dificil de abastecer do que as outras. E este é um facto incontornável. A quem ainda não tinha passado pela cabeça que em situações de emergência teriamos trabalhos dobrados? Vamos ter que apelar a uma enorme racionalidade e recorrer às nossas redes sempre que for preciso.
  1. Coma fruta e hortícolas. Coma, pelo menos, sopa de hortícolas ao almoço e jantar e 2 peças de fruta. Dentro do grupo das frutas e hortícolas opte por aqueles com maior durabilidade e os produtos congelados também podem ser uma boa opção, uma vez que as suas propriedades nutricionais são mantida
  2. Beba água ao longo do dia e sem açúcar. Manter um bom estado de hidratação é essencial, vá bebendo água ao longo do dia. Beba por dia 1,5 a 1,9L de água (8 copos de água). - perfeito, é a nossa cara!
  3.  Aproveite para recuperar as embalagens que estão a chegar ao fim do prazo e experimente todos aqueles produtos que anda há muito tempo para experimentar e que nunca tem tempo! . A gestão racional da despensa  pode e deve ser uma oportunidade para fazer novas descobertas.
  4.  Mantenha a rotina das refeições diárias, evitando snacks com excesso de açúcar e sal ao longo do dia. Que este período em que está mais por casa, não seja um estímulo ao consumo de alimentos com elevada densidade energética e baixo valor nutricional. Para os snacks escolha opções mais saudáveis. 
  5. Aproveite esta oportunidade e cozinhe saudável com os seus filhos. Neste período por casa, há oportunidades que se criam. Use o seu tempo livre para ensinar os mais novos a cozinhar de forma saudável. 
  6. Faça uma alimentação completa, variada e equilibrada, seguindo os princípios da Roda dos Alimentos Hipoproteicos. Coma alimentos de grande grupo da roda e beba água diariamente. Coma em maior quantidade os grupos com maior dimensão e em menor quantidade os grupos mais pequenos. E vá variando diariamente e ao longo do dia, consumindo alimentos diferentes dentro de cada grupo da roda. Diversifique.
  7. Seja criativo. Acrescento um último ponto obrigatório. Siga as sugestões da nossa Super Chef Paula Viegas no instagram pku à mesa. Tem um cardápio com estrelas Michelin, preparado com todo o amor e engenho para os nosso picatchus metabólicos. Também podem explorar as nossas sugestões culinárias do blogue, na barra mesmo aqui do lado direito. São fruto do contributo de todos ao longo de uma década. Sim, leram bem, uma década de Pku + metabolicas. Uau!
Vamos ser mais felizes, mesmo em tempo de guerra ao virús!
Abraços metabólicos

30/05/2018

Almôndegas



O meu pequeno Vasco deve ter sido italiano numa vida anterior tal é o amor que ele tem por pratos tipicamente italianos. 
Se não acreditam vejam só a lista de pratos favoritos dele:
Almôndegas com esparguete e molho de tomate (ou molho de natas)
Almôndegas com batata frita (acho que com esta combinação os italianos até se arrepiam mas enfim)
Esparguete à bolonhesa
Risotto de abóbora ou de cogumelos
Salada de massa fria
Esparguete com pesto e bolinhas de mozarella vegan
Pizza só se for bolonhesa com queijo parmesão vegan ralado
Já perceberam a ideia não é.
Eu não posso estar mais de acordo com ele, mas no meu caso prefiro uma lasanha ou beringela à "parmigiana" e também adoro martini (vermute) :)

Por estes motivos cada vez que faço almôndegas é às 90 de cada vez (faço o dobro da receita), sendo que por refeição ele come geralmente 6.
Esta receita é adaptada do website cookforlove e, para não variar, se não fosse absolutamente maravilhosa e deliciosa eu não estava aqui a escrevê-la.
Tenho consciência que é uma receita trabalhosa, mas acreditem que quando estiverem a saborear estas maravilhosas almôndegas tudo vai valer a pena.

Ingredientes:
1 tabuleiro de 250g de cogumelos portebello cortado aos cubinhos;
120g de beringela descascada  cortada aos cubinhos;
1 cebola pequena picada;
1 colher de sopa de concentrado de tomate;
3 dentes de alho picados;
1 colher de chá de sal com aipo (vende-se nos hipermercados);
pitada de pimenta;
1 colher de chá de orégãos;
1/4 de colher de chá de massa de pimentão;
1/4 de colher de chá de flor de sal
2 fatias de pão hipoproteico duro e reduzido a migalhas
150g de arroz (eu uso normal ou metade normal metade hipo);
1 dente de alho pequeno prensado
2 metades de tomate seco em óleo;
3 ou 4 folhas de manjericão (quando não tenho uso uma colher de chá de pesto)
2 colheres de sopa de farinha Loprofin
Azeite qb

Coloque 1 colher de sopa de azeite numa frigideira antiaderente e salteie os cogumelos até dourar. Junte mais 1-2 colheres de azeite e acrescente a beringela e a cebola. Continue a saltear até dourar.
Adicione o concentrado de tomate, os alhos picados, o sal com aipo, pimenta, os oregãos, a massa de pimentão e a flor de sal. Envolva bem e deixe cozinhar mais uns 5m (deve ficar uma mistura seca). Retire do lume e deixe arrefecer completamente. Triture na picadora, coloque numa tigela grande e reserve.
Entretanto triture na picadora o arroz misturado com as metades de tomate seco, as folhas de manjericão e o dente de alho prensado. Junte à mistura de legumes. Adicione por fim as migalhas de pão e a farinha.
Amasse até ficar uma massa coesa. Leve ao frigorífico por cerca de 1 hora. 
Molde as almôndegas (eu uso uma colher de chá medida para medir a quantidade de massa para que fiquem do mesmo tamanho e rende cerca de 40 unidades) e coloque num tabuleiro.
Leve as almôndegas moldadas ao frigorífico de um dia para o outro.

 No dia seguinte salteie as almôndegas num fio de azeite numa frigideira antiaderente só para dourar e selar o exterior.


Estão prontas é só juntar o molho da vossa preferência. Congele as que não forem para consumir logo.
No IKEA, com o típico molho de natas
Simples, com "batatas fritas", na lancheira

Bons cozinhados!
Beijinhos
Paula







18/02/2018

Empadas de legumes e carne hipoproteicas na bimby

Olá a todos hoje trago-vos as minhas empadas feitas na bimby.
Atenção a patologia que eu tenho é a leucinose, garanto que a receita é baixa em proteína e leucina.

20/12/2017

Bolachas Maria de Natal


Bom Natal a todos! Já à muito tempo não escrevia por aqui. Trago-vos uma receita que adaptei de bolacha Maria sem proteínas.
Há uns dois anos andei à caça de uma forma de beber a fórmula MSUD sem ficar enjoada ou prestes a vomitar porque tinham mudado a composição das latas que uso desde de que tinha oito anos.
Vagueando nas recordações da minha infância de forma a tentar resolver o problema porque já tinha tentado nesquick de morango, mel, açúcar e nada parecia resultar.
Quando era pequena recordo-me que a minha ama punha meia ou um quarto de uma bolacha Maria para eu molhar no leite e comer, era um hábito lá em casa e a minha irmã também aprendeu assim.
Assim, andei à procura de uma forma de fazer uma bolacha Maria sem proteína. Depois de várias tentativas em relação à temperatura do forno, tempo de cozedura e quantidades de farinha e manteiga acho que consegui finalmente a receita perfeita! O sabor é igualzinho à bolacha Maria antiga.

Ingredientes:
  • 750g de farinha sem proteínas (usei loprofin 100g e o restante Taranis);
  • 250g de manteiga (usei vaqueiro para bolos);
  • 250g de açúcar ;
  • 2 colheres de sobremesa de substituto de ovo bezgluten;
  • 1 colher de sobremesa de fermento Royal;
  • 350ml de leite de arroz biológico com cálcio
Preparação:
  1. Numa taça junte todos os ingredientes menos o leite e misture bem. Enquanto mistura deite aos poucos o leite até formar uma massa homogénea.
  2. Coloque a massa numa superfície plana polvilhada com farinha hipoproteica amasse a massa formando uma bola e depois tente esticá-la com as mãos até ficar consistente, use o rolo da massa para extendê-la e torná-la fina para cortar as bolachas.
  3. Pegue em formas de cortar bolachas da sua preferência e corte a massa em porções.Coloque cada porção num tabuleiro com um papel vegetal (não é necessário pôr manteiga).
  4. Pré-aqueça o forno a 200 graus ou 180 graus para não arriscar queimá-las e deixe que as bolachas fiquem douradas, cerca de 7 minutos.
  5. Retire do forno e ponha as bolachas num prato ou num frasco.Pode decorá-las a gosto ou comer assim simples!
Espero que gostem :)

Beijinhos Catarina

03/02/2016

Legumes à brás

Foto da primeira vez que fiz legumes à brás para o Vasco
Julgo que esta receita não será inovadora e muitos de vós já estão familiarizados com a mesma. 
No entanto, e porque a Sophia pediu-me que publicasse a minha receita aqui no blog e para o caso daqueles que tem dúvidas quanto à forma de confecção, aqui fica a minha actual receita de legumes à brás.
Digo "actual receita" porque inicialmente apenas usava como base de legumes a cebola, a cenoura e o alho françês (foto acima). Ultimamente pensei em fazer (e fiz) esta receita para todos e achei que faltava ali mais um legume para compor o volume do prato e cortar um pouco o adocicado da cenoura e do alho francês. Couve em Juliana surgiu-me como o legume ideal para o efeito, e como na tabela da fenilcetonúria a couve coração é a que menor teor de fenilalanina tem, foi esta a eleita.
Passemos então à parte que interessa :) 

Receita de legumes à brás para toda a familia (dá para cerca de 6 doses):
Ingredientes
  • Meia couve coração pequena, cortada em Juliana;
  • Duas cenouras médias raladas no ralo grosso do ralador;
  • Um alho francês médio, cortado em meias luas
  • Uma cebola picada
  • Dois dentes de alho picados
  • Batata palha
  • Azeite, sal, pimenta 
  • Salsa picada e azeitonas pretas para servir
Base comum
Numa panela grande coloque a cebola picada, a couve, a cenoura, o alho francês e os alhos e bastante azeite. Deixe refogar até os legumes cozerem e ficarem dourados. Tempere com uma pitada de sal. 
Dose hipoproteica: Separe uma dose do preparado e coloque numa frigideira à parte. Junte batata palha, cerca de 25g. Leve ao lume e junte 1 a 2 colheres de sopa de molho bechamel hipoproteico (ver receita abaixo) previamente preparado, e envolva na mistura até ficar com uma consistência cremosa (igual à que daria o ovo). 

Para as restantes doses: 
No restante preparado junte também batata palha a gosto e 3 ovos batidos (para acrescentar alguma proteína ao prato). Leve ao lume até cozinhar os ovos.
Sirva com salsa picada e azeitonas pretas (eu adoro com bastante pimenta ehehehe).

Nota: Molho béchamel hipoproteico:
Derreter uma colher de sopa de manteiga, juntar um colher de sopa rasa de farinha hipoproteica e envolver. Juntar 2dl de leite hipoproteico e ferver até engrossar. Está pronto a usar. Na minha opinião o molho bechamel é o ideal para finalizar a receita. 
Como última solução de recurso, caso não tenha bechamel, misture 0.5dl de leite hipoproteico com 1 colher de chá de farinha hipoproteica e deite 2-3 colheres desta mistura no preparado, que o mesmo engrossa ao lume e o efeito é similar.
Hoje para o jantar legumes à brás!

04/06/2015

"Danoninho" ou uma tentativa de recriar o iogurte

Infelizmente não existem no mercado iogurtes vegetais que possa incluir na dieta do meu pequeno. Quase só há de soja e o teor proteico é bastante elevado. Encontrei por acaso uns com base de arroz, mas o Vasco não gostou do sabor (e eu concordo com ele!).

A propósito da semana de lancheiras, já aqui tinha falado sobre o "Danoninho" que o Vasco leva duas vezes por semana para a escola.
Esta espécie de receita aconteceu nem sei muito bem como. Quer dizer, já vos aconteceu andarem muito tempo a pensar numa questão, sem solução aparente, e de repente, quando menos esperamos, a solução aparece, vinda do nada? :)
Pois, foi assim, de repente surgiu a ideia que se fizesse uma papa fria e juntasse frutas talvez conseguisse recriar o sabor do iogurte. E assim nasceu o "Danoninho" do Vasco, que ele adora e come sempre muito bem.
Os ingredientes que escolhi para o efeito, natas e água, constituem a base de algumas das minhas receitas, pela simples razão de simularem na perfeição o sabor do leite ou derivados em receitas que originalmente levam estes ingredientes. O resultado final, na minha opinião claro, tem um sabor quase idêntico ao de um iogurte cremoso.
Pode ser utilizado leite hipoproteico ou vegetal em substituição da água + nata, mas o sabor não será o mesmo.

A base da receita é sempre 1 parte de nata para 2 partes de água (por exemplo para 100ml de nata junto 200ml de água), acrescida de farinha. E a inspiração para os sabores vem do que vou vendo nos supermercados para o iogurte ou dependendo da fruta que tenho em casa.

Já experimente com 3 farinhas diferentes:
- maisena - aconselho a usar de imediato ou só juntar a fruta no dia em que servir, porque ao conservar no frigorífico a mistura não se aguenta e começa a ficar aguada. Pode-se juntar um bocadinho de pudim de chocolate, para um "Nesquick", ou raspas de chocolate para um sabor straciatella, ou pêssego, manga, etc;
- farinha de custarda de morango - é a preferida do Vasco e liga muito bem com morangos, frutos vermelhos ou silvestres, cerejas e banana;
- farinha de custarda simples (sabor baunilhado) - liga muito bem com pêra, bolacha maria, pêssego, etc.

Habitualmente faço 2 doses por semana, pelo que apresento as quantidades que utilizo, mas que podem ser duplicadas, triplicadas, para as doses e quantidades que se quiser.

Receita base para 2 "danoninhos" de cerca de 100g cada um:
50 ml de nata (0,75g proteina ou 38 mg phe) (graças à dica da mãe Maria João passei a usar natas frescas da Mimosa que tem 1,5g de proteina em 100ml)
100ml de água
2 colheres de sopa rasa da farinha escolhida (colocar mais ou menos consoante se pretenda mais espesso, ou a fruta a juntar seja mais sumarenta, ou mais liquido)
2 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
Fruta a gosto (regra geral 3-4 colheres de sopa de fruta partida em pedaços)
Nota: a base, com as natas indicadas e sem a fruta, tem a quantidade total de 38mg phe, pelo que cada dose tem 19mg phe.

Coloque a farinha numa panela e junte e nata previamente misturada com a água mexendo com uma vara de arames até dissolver (se fizer de chocolate junte uma colher de chá de pudim de chocolate ou chocolate com baixo teor proteico agora). Junte o açúcar e leve a mistura ao lume até engrossar, mexendo sempre. Retire do lume e deixe arrefecer completamente.
Quanto a papa estiver fria, junte a fruta que desejar e triture com a varinha até ficar cremoso.
Conserve no frigorífico. Pelos testes que fiz conserva-se bem no frigorífico no máximo 3 dias.

Alguns sabores que experimentei:
Base de farinha de custarda de morango. O da esquerda é de frutos do bosque e o da direita tem morangos
Base de farinha de custarda com pêssego
Base de maisena, o da esquerda com um bocadinho de pudim de chocolate e o da direita straciatella
Boas experiências!
Paula Viegas

16/03/2015

Um pão de máquina muito especial, da Chef Joana

O pão da Joana está muito bonito!

Diz a Joana Sarmento:
Partilho uma receita nova de pão, que fiz na máquina de pão. Além de ser óptimo de sabor, a grande vantagem é que dá para toda a família. Comprei as farinhas no corte inglês, que foram aprovadas pelas dietistas.
Ingredientes: 
  • 230gr de farinha, 
  • 100gr de farinha de Milho, 
  • 12gr de Goma Xanthan, 
  • 8gr de coffee mate, 
  • 7gr de fermento, 
  • 270ml de leite de arroz morno ( pode ser substituído na metade ou em parte por água), 
  • 2 colheres de sopa de manteiga derretida, 
  • 2 colheres chá de sal, 
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha, 
  • 2 colheres de sopa de mel.
Preparação:
  1. Fermento: Misture numa tigela 60ml de água morna com 7gr de fermento (usei o da Schar) e 1 colher de chá de açúcar. Deixe repousar durante 10 minutos.
  2. Numa tigela, misture bem os ingredientes secos (farinhas, Xanthan Gum, Coffee mate e o sal. À parte, num copo alto, misture o leite morno, a manteiga derretida, o extracto de baunilha e o mel, por fim junte a mistura de fermento.
  3. Coloque na cuba da máquina, a mistura liquida e por cima a mistura das farinhas. Eu fiz num programa de 3 horas, mas podem tentar fazer num mais curto.
A Joana partilhou a sua receita nova de pão, e diz quem a experimentou que é verdadeiramente deliciosa! Obrigada Chef Joana, vamos todas pôr as mãos na massa! Estás uma verdadeira Super Chef!

06/03/2014

Papas

O Pedro a dar a papa ao ainda bebé Vasco
A papa é a primeira refeição dos nossos bebés quando transitam do leite para o prato e considero absolutamente obrigatório que neste blog haja um post só dedicado às papas hipoproteicas.
Inicialmente pode ser umas das refeições principais e mais tarde pequeno almoço ou lanche.
No início achei que as escolhas de papa para o meu filho seriam muito limitadas, basta ver a imensidão de escolhas de papa que se vendem nos supermercados. Mas essa imensidão é enganadora, dado que todas tem por base cereais e depois é acrescentado um ingrediente que as distingue das demais: a bolacha, o iogurte, as frutas, o mel, etc...
Apesar do meu Vasco não ser um fã de papa (e actualmente raramente come), ou então por isso mesmo, começei a procurar alternativas e experimentar receitas diversas. Ironicamente as papas que ele gostava mais eram as hipoproteícas da Milupa. Todavia não é por isso que eu deixei de lhe dar a experimentar outras. Estas são algumas sugestões que experimentei e que o Vasco comeu, uma ou mais vezes, consoante o que gostou mais. 
Este post é para todos os que adoram papas, especialmente para as mães com bebés pequenos, que assim poderão diversificar um bocadinho as primeiras refeições destes.  Atenção, como sempre, às partes autorizadas e orientações da dietista.

1. Combinação básica: Bolachas + fruta: aqui tudo depende dos gostos. As preferidas são: papa de banana, bolacha maria hipoproteica e sumo de laranja; papa de puré de maçã com bolacha de caramelo hipoproteica;

2. Nutribem: esta é a papa básica que me foi recomendada inicialmente. Costumava prepara-la com o leite especial do Vasco aquecido e depois ia variando o sabor. Sugestões: a) uma colher de sopa de sumo de laranja; b) uma pitada de canela; c) uma colher de chá de mel; d) uma colher de chá de extracto de baunilha;

3. Maisena: Esta papa apenas fica boa se for cozida, portanto tem de ir ao lume e ferver. Costumava preparar da seguinte forma: coloque uma colher de sopa de maisena numa panela pequena e junte um pacote de leite hipoproteico (com água fica intragável) e uma colher de sobremesa de açucar. Leve ao lume a fever. Pode juntar os aminoácidos depois de pronta. Como a papa é neutra costumava ir variando o sabor. Sugestões: a) casca de limão; b) casca de laranja; c) um bocadinho de chocolate hipoproteico derretido; d) um pau de canela; e) uma colher de chá de extrato de baunilha;

4. Farinha de custarda: a base é o amido de milho com baunilha e foi a Sofia que me apresentou esta farinha. Vende-se nos hipermercados da marca Condi e da marca Bird's. Costumava preparar esta papa da seguinte forma: Levar ao lume uma colher de sopa rasa de farinha de custarda, uma colher de chá de açucar e um pacote de leite hipoproteico. Como o sabor da papa é baunilha, não acrescento mais nada;

5. Papa de massa: Triture massa hipopoteica até ficar reduzida a um granulado fino (quem tiver bimby é fácil). Coloque num tacho 1-2 colheres de sopa de pó da massa e um pacote de leite hipoproteico e um pouco de açucar. Leve a ferver até ficar um preparado homogéneo (fica com a consistência parecida à papa de aveia). Para aromatizar (porque não tem grande sabor) juntar uma colher de sopa de puré ou doce de maça, uma colher de café de canela e passas.

6. Papa de leite e bolacha: Aqueça cerca de 1,5 dl de leite hipoproteico (ou o leite especial). Triture cerca de 30g de biscoitos hipoproteicos a gosto (aproten frutas, caramelo, canela, etc) e junte ao leite misturando bem. Pode juntar também juntar puré de maça ou banana esmagada.

Deixo-vos estas ideias de papas, como base, porque uma papa hipoproteica pode e deve ser diversificada e adaptada ao gosto dos nossos bebés. Tomem lá papas de supermercado cheias de aditivos!

Infelizmente não tenho fotos ilustrativas das papas :(

Bom apetite!

Paula Viegas

15/02/2014

Molhos da Sophia

Respondendo à provocação da Chef Paula Viegas, aqui vai um resumo:

Os meus molhos são à la minute, feitos na hora e consoante o humor e o que tenho à mão. Na verdade, não sou muito de molhos e como sou completamente desorganizada sigo absolutamente o que me vai na telha:

1- De tomate
Faço-o consoante a estação:

Se for Verão, uso o tomate fresco comprado no mercado e nunca falta o bom azeite extravirgem, as ervas frescas e a cebola nacional rosada a estalar que é a melhor de todas, e o sal marinho, claro! Posso juntar uma colherzinha de açúcar ou não depende da acidez, mas fica sempre bem. E se estiver muito espesso uma pouca de água a olhómetro.
Se for de Inverno, e na falta do melhor produto fresco, recorro aos nossos molhos pré-preparados da Compal, da Guloso e da Heinz e posso diluir com polpa de tomate (a das embalagens das caixinhas), o azeite extravirgem, e o manjericão, ou o cebolinho, ou a fresca salsa cortada.

(Sou obsessiva com o produto nacional, se é bom, excelente! e dá emprego aos portugueses. A cebola rosada portuguesa, escolho-a a dedo na minha mercearia do bairro e é absolutamente maravilhosa, sumarenta e suculenta como não há igual. No Verão, compro-a nos mercados, mas nunca, nunca a encontrei em supermercados.)

A esta base, basta juntar ou pimento vermelho no refogado, ou azeitonas, ou cogumelos e está feito o prato principal ao qual se juntam as massas. Posso triturar ou não, consoante os humores do pequeno.
Um exemplo de utilização nos cestos do colégio do João, desta vez com cogumelos triturados, a minha bolonhesa!

2- De queijo
Com base bechamel hipo, junto uma colher de preparado de pão de queijo da Yoki para dar o tom cheese, ou queijo ralado hipo se tiver disponível (excluo o cor de laranja da Taranis que dificilmente se derrete).
O bechamel faço-o com leite hipo, uma colher de farinha Maizena, uma colher de manteiga, e costumo temperar com sal marinho e um toque de noz moscada.
Um exemplo de utilização deste molho com penne  num cesto do colégio do João.

3- Vinagrete para as Saladas Frias
É um dos nossos favoritos lá de casa e o João bebe-o da colher de servir dizendo, que delícia! Básico dos básicos, o segredo está no vinagre balsâmico que deve ser bom. Costumo usar o da Gallo que tem uma oferta de vinagres excelente e com preços acessíveis. Azeite extravirgem generosamente servido, uma colherzinha de café de sementes de mostarda, vinagre balsâmico a gosto, sal marinho e umas ervas aromáticas frescas muito bem cortadinhas. Para saladas de alface, cenoura, batata, beterraba ou em saladas russas é o que melhor substitui a maionese e todos adoramos este molho.
Um exemplo de utilização numa salada fria nos cestos do colégio do João.

4- Também costumo usar o leite de coco, mas agora recentemente caiu em desgraça no gosto do João, e é pena porque com um toque de caril fica delicioso nos estufados.

Que me lembre são os meu básicos. 

11/02/2014

5 (bons) molhos para massa

Massa é um dos alimentos que o meu pequeno Vasco come melhor. Massa simples com um pouco de manteiga ou manteiga de ervas é, regra geral, a maneira mais básica que eu tenho de servir a massa. Todavia, como o Vasco já vai fazer 4 anos, e inspirada no livro da Cláudia Villax "Da Horta para a Mesa" (ver aqui http://www.azeitonaverde.pt/gourmand-world-cookbook-awards/), começei a investir em molhos mais variados. Pesto de manjericão é o meu molho favorito para massa e então começei por adaptar este. Para ele, numa versão não muito intensa, mas saborosa, para ir introduzindo novos sabores.
Pesto de manjericão:
Uma mão cheia de folhas de manjericão (quem quiser um sabor mais intenso pode aumentar a quantidade)
1dl de azeite virgem
1 dente de alho pequenino
1 bolacha de água e sal Loprofin (a bolacha serve para dar a consistência que os pinhões dariam ao molho)
1 pitada de sal
Colocar tudo num copo alto e triturar bem com a varinha. Está pronto a servir. Pode ser congelado em doses.
Esta quantidade dá para temperar umas 8-10 doses de massa.
Tagliatelle com pesto de manjericão, rissóis de couve flor e tomate
Como tomate seco também é um dos meus condimentos favoritos, fiz também um pesto de tomate seco da seguinte forma:
Pesto de tomate seco
6 metades de tomate seco (o tomate seco que tenho é de pequeno tamanho)
1dl de azeite virgem
1 dente de alho pequenino
1 bolacha de água e sal Loprofin
1 pitada de sal
Colocar tudo num copo alto e triturar bem com a varinha. Está pronto a servir. Pode ser congelado em doses.
Esta quantidade dá para temperar umas 6-8 doses de massa.
Fusilli com pesto de tomate seco, omelete e salada mista
 Congelei ambos os pestos em doses
Em tempos também publiquei aqui uma receita de molho de tomate um pouco trabalhadosa, mas actualmente, quando o tempo não é muito, faço um molho de tomate mais simples, que uso para massa e pizza: o segredo está em utilizar o melhor tomate que conseguir. O tomate fresco é sempre melhor, mas como não está na época dele, utilizo o tomate enlatado da Mutti (ver aqui http://www.mutti-parma.com/en/our-range/polpa-tomato-pulp) que, na minha opinião, é muito bom e a acidez é minima, o que resulta num molho bem saboroso, sem necessidade de adicionar açucar ou manteiga para cortar a acidez tipica do molho de tomate.
Molho de tomate em doses, pronto a congelar
A receita que faço é esta:
Molho de tomate simples
2 latas pequenas de tomate triturado Mutti
4 dentes de alho (a quantidade é sempre 2 dentes de alho para cada lata de tomate)
azeite virgem qb
Num tacho médio coloque azeite de forma a cobrir o fundo e junte o alho em fatias. Leve ao lume. Deixe o alho fervilhar um minuto e junte o tomate. Deixe ferver em lume brando até reduzir e ficar um molho espesso (cerca de 30-40m). Está pronto a usar e pode ser congelado em doses.
Esparguete com molho de tomate, um clássico
Dois outros molhos que faço com regularidade são o molho de azeite e alho e o molho de queijo.
Molho de azeite e alho é basicamente colocar na frigideira uma quantidade de azeite virgem suficiente para a massa que se pretende e alho bem picadinho. Pode-se juntar ervas aromáticas picadinhas se desejar (com coentros fica óptimo). Deixar ferver um minuto para cortar o picante do alho mas sem queimar. E está pronto a servir.
Esparguete com molho de azeite e alho, azeitonas e tomate e dois palitinhos de pão com manteiga de ervas
Por último o molho de queijo. Gosto muito da receita de molho de queijo do site cookforlove, mas como nem sempre tenho o tempo suficiente para a fazer, costumo fazer a receita que se segue.
Prepare um molho bechamel simples (1 colher de manteiga, 1 colher de farinha hipoproteica bem cheia e um pacote de leite hipoproteico). Tempere com sal, noz moscada e um pouco de sumo de limão. Juntar 3 fatias de queijo Taranis (o Vasco só come este queijo desde que seja cozinhado) e triturar bem com a varinha até ficar cremoso. Está pronto a usar e pode ser congelado.
Cotovelos com molho de queijo gratinados
Doses de molho de queijo para congelar
Estes são os molhos básicos favoritos do Vasco, que, na minha opinião são saborosos e fáceis de preparar. Não querem partilhar também os vossos? A massa é um básico na culinária hiporoteica e tenho a certeja que haverá por aí mais molhos deliciosos para experimentar.
Beijinhos
Paula Viegas

19/12/2013

Finalmente Pão II - Versão simplificada

Já publiquei aqui a minha receita de pão  (http://pkumetabolicas.blogspot.pt/2012/11/finalmente-pao.html), que é a única que me resulta bem e que o Vasco come, especialmente em formato de pãezinhos.

Já fiz inumeras vezes a receita e como leva bastante tempo, fiz uma pequena alteração para simplificar: cortei a etapa de deixar o pão levedar e passei a colocá-lo directamente no forno após a confecção e resultou ainda melhor. Por outro lado a minha forma de pão (com 30cm de comprimento) era enorme para a quantidade de massa da receita orginal que resultava sempre num pão baixinho, então aumentei as proporções da receita e consegui um verdadeiro pão de forma.

Aqui fica então a versão actual da receita do meu pão:

Para fazer pãezinhos:
Fermento: Misture numa tigela 60ml de água morna com 2 colheres de chá (colher medida) do fermento que vem com a farinha e 1 colher de chá de açucar. Deixe repousar durante 10 m para activar o fermento. Fica com este aspecto:
Massa:
230g de farinha Loprofin
80g de polvilho doce
12 gm de psillium husk
2 colheres de sopa de flocos de batata (a Sofia já fez sem flocos e resultou muito bem)
2 colheres de chá de sal
270ml de leite hipoproteico morno
2 colheres de sopa de manteiga derretida
2 colheres de sopa de mel (mais escuro é melhor para dar cor, obrigada pela dica Sofia)
Misture bem os ingredientes secos numa tigela (farinha, polvilho, psillium husk, flocos de batata e sal) com a batedeira na velocidade lenta. Misture à parte o leite, a mistura do fermento, a manteiga e o mel num copo alto. Junte a mistura liquida gradualmente aos ingredientes secos e bata em velocidade média durante 1 minuto. Deixe a mistura repousar tapada por 10m (serve para as farinhas absorverem bem o liquido). Povilhe a bancada com farinha e deite a massa que deve estar espessa e pegajosa.
Povilhe um pouco de farinha por cima e amasse levemente juntando apenas uma quantidade minima de farinha para não se colar muito.
Molde pãezinhos, do formato que se quiser, e coloque num tabuleiro untado. Leve a forno pré aquecido a 180º (é muito importante que o forno já esteja bem quente) por 15-20 minutos. Estão prontos. Como podem ver na foto, ficam mais brancos do que a versão anterior, porque reduzi substancialmente o tempo de cozedura, mas vou testar a dica da Sofia de juntar um mel mais escuro (o que junto habitualmente é muito claro). Em compensação ficam mais fofos.
Para fazer pão de forma (se tiver uma forma de pão pequena pode usar as quantidades supra referidas, se a forma for maior como a minha - 30cm de comprimento - as quantidades que utilizo são as seguintes):
Fermento: Misture numa tigela 90ml de água morna com 4 colheres de chá (colher medida) do fermento que vem com a farinha e 2 colher de chá de açucar. Deixe repousar durante 10 m para activar o fermento. 

Massa:
350g de farinha Loprofin
120g de polvilho doce
15 gm de psillium husk
3 colheres de sopa de flocos de batata
3 colheres de chá de sal
400ml de leite hipoproteico morno
3 colheres de sopa de manteiga derretida
3 colheres de sopa de mel

Proceda como acima referido para a preparação da massa. Depois de repousada e ligeiramente amassada, coloque a massa na forma de pão untada com manteiga. Leve a forno pré-aquecido (é muito importante que o forno já esteja quente) a 180º durante 30 mínutos. Decorrido este tempo retire a forma, pincele a superfície do pão com manteiga derretida para alourar bem e leve ao forno por mais 15 minutos. Retire do forno, desenforme e deixe arrefecer.

Esta receita é muito versátil e o pão fica com bom sabor e consistência. Também é possível fazer wraps ou tortilhas como referi no post original.

Beijinhos
Paula Viegas

18/12/2013

Os meus pãezinhos preferidos

O sonho dos pãezinhos realizou-se
E porque quem conta um conto, acrescenta um ponto... 

Finalmente arranjei a coragem para tentar a receita de pão da Paula Viegas.
Já tinha dado a provar ao João um dos deliciosos pãezinhos da receita feitos pela própria Chef Paula e ele adorou, para mal dos meus pecados! Ao fim de um ano(?) da publicação da receita, hoje foi o dia. 
O Joãozinho em casa super constipado neste Inverno que chegou mais cedo, foi a altura certa escolhida para esta aventura culinária tão importante, o Pão! Na verdade tenho-me dado bastante bem com o Pão Brioche feito na máquina, mas pãezinhos amassados à mão, são outra coisa, outra mística e permitem que ele coma um lanche decente sem ser aquela fatia a desfazer-se de pão de fôrma, bom, mas difícil de segurar. Um sonho para mim, fazer pãezinhos de verdade, com cara de pão, que se abram e tenham miolo de pão, enfim, acho que vocês me percebem. Como sou pouco experimentada na cozinha, achei francamente que seria quase impossível obter um resultado bom.
Mas o milagre aconteceu e superou muitíssimo as minhas expectativas:
A preparação
Segui a receita dentro do "meu" possível e naqueles pormenores que me foram impossíveis de seguir porque me faltavam os ingredientes, improvisei com a "prata da casa". A Chef Paula foi-me actualizando os tempos por telefone o que foi uma super ajuda extra e o resultado foi este, magnífico, modéstia à parte!

Na preparação do fermento, segui rigorosamente as instruções da receita.

Fermento: 
Misture numa tigela 60ml de água morna com 7 g do fermento que vem com a farinha e 1 colher de chá de açúcar. Deixe ficar durante 10 m a repousar para activar o fermento.


Na preparação da Massa dispensei os flocos de batata (porque não constam da minha despensa) e o polvilho utilizei o azedo, porque era o que tinha.  Fico logo com os nervos em franja, o que é que vai sair daqui?

Massa para 9 pãezinhos médios:
  • 230g de farinha hipoproteica Loprofin
  • 80g de polvilho azedo (o que se usa para a base dos pãezinhos de queijo)
  • 12 g de psillium husk da Solgar
  • sal marinho a olho
  • 270ml de leite hipoproteico morno
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
  • 2 colheres de sopa de mel escuro ou melaço (por causa da cor)
  1. Misture bem os ingredientes secos numa tigela (farinha, polvilho, psillium husk e sal) com uma colher de pau.
  2. Misture num recipiente à parte, o leite, a mistura do fermento, a manteiga e o mel. Junte a mistura liquida gradualmente aos ingredientes secos e misture bem até ficar uma massa homogénea e sem grumos. 
  3. Deixe a mistura repousar tapada com um pano de cozinha durante 10 minutos.
  4. Polvilhe a mesa de trabalho com farinha hipo enfarinhe as mãos.
  5. Molde os pãezinhos.
  6. Vão entre 10 a 15 minutos a forno pré-aquecido.
  7. Vigie e experimente com um palito quando estiverem com douradinhos.
Obrigada Chef Paula, vês como sou uma boa discípula? O João adorou simplesmente e eu também!

02/12/2013

Gnocchi

Nunca me interessei muito por gnocchi e até há algumas semanas atrás nunca tinha provado. Mas como é um prato que pode se integrar na dieta hipoproteica comecei a fazer algumas experiências.
A receita clássica leva batata como base, em grande quantidade, mas para o Vasco esta não seria uma boa opção, então os primeiros que fiz foi com batata doce. Para ficar uma massa moldável tive de juntar muita farinha e, por isso, depois de prontos pareciam pequenos pedaços de borracha e não as "almofadinhas" leves e saborosas que eu pretendia. Abandonei a ideia por uns tempos até que voltei a ver os ditos na página do FB de uma mãe brasileira, a Joselma Freitas, que me parece ser uma craque na cozinha, e pedi-lhe alguns conselhos porque os dela tinham uma aparência divinal. Ela utiliza mandioca e outros legumes e deu-me um conselho preciosos: os legumes que se utilizarem tem de ser bem escorridos e reduzidos a puré ainda quentes para não levar muita farinha, conselho precioso que ditou o sucesso da receita. Recorri então à ajuda da Dra. Zélia para calcular a fenilalanina da mandioca (que ainda não está na nossa tabela) que é um bom substituto para a batata e adoptei como critério: 1 parte (20mg de phe) = 45g de mandioca.
A receita base que utilizei é a seguinte:
150g de mandioca (contei como 3 partes)
50g de batata (contei como 2 partes)
1 colher de sopa de nata (opcional)
sal e temperos a gosto
Farinha (usei Loprofin) qb até ficar uma massa moldável
Descasque e coza a mandioca e a batata em pedaços em bastante água e sal. Depois de cozida escorra bem e reduza a puré (utilizei um passe vite).
Misture os temperos e a nata (se utilizar). Junte farinha Loprofin até obter uma massa moldável (bastou 2 colheres de sopa). 
Depois molde bolinhas ou faça rolinhos e corte em pedaços. Segue foto das bolinhas moldadas.

Mostro também uma foto dos gnocchi que fiz com batata doce, em que preparei rolinhos e cortei em pedaços, só para terem uma ideia (como se vê, levou imensa farinha e não ficam bons assim).
A receita clássica refere que os gnocchi devem ser cozidos em água a ferver. Eu experimentei alguns mas não gostei da textura depois de cozidos, pelo que optei por salteá-los directamente na frigideira com uma colher de sopa de manteiga (mas pode-se utilizar outros molhos/condimentos para saltear).
Esta é uma base de receita. Podem ser feitas outras combinações de legumes ou, para quem pode, utilizar só batata. Mas a mandioca dá um sabor diferente e com menos fenilalanina.
A mãe Marta (olá Marta!) também me disse que já fez os gnocchi no forno. Quando voltar a fazer vou experimentar também assim.
Eu adorei e o Vasco também (mas claro que tive de servi-los com um pouco de arroz hipoproteico, porque refeição para o Vasco sem arroz ou massa não é refeição).
Beijinhos e boas festas para todos!

Paula Viegas

29/11/2012

Maionese PKU

Maionese PKU
Ingredientes:

  • 100ml de leite (pku)
  • 1c.sobremesa de substituto de ovo
  • 1cc de substituto de clara d'ovo
  • 1cc de maisena
  • 1 cs de sumo de limão(ou vinagre)
  • flor de sal q.b.
Numa taça junte todos os ingredientes, MENOS O LIMÃO, e bata tudo muito bem (pode levar ao liquidificador ou bater com a varinha mágica ou ainda com uma batedeira).Quando estiver cremoso vá juntando aos poucos o sumo de limão e batendo sempre até obter a consistência da maionese. Pode aromatizar a gosto,com alho,salsa, basilico etc.

Bons cozinhados!

12/11/2012

Finalmente Pão

Perto da altura em que o Vasco fez um ano de idade começei a experimentar receitas de pão. Consegui fazer uns melhores, outros piores e pelo menos 1 a 2 vezes por mês experimentava fazer pão. Foram várias as desilusões e lágrimas de frustração porque o pão é dos meus alimentos preferidos e eu tinha de conseguir preparar um pão digno desse nome para o meu filho. Acho que é o desejo legitimo de qualquer mãe dar o melhor ao seu filho. 
Vi a receita do site cook for love. Não me canso de apregoar as boas receitas que o site tem e recomendo mesmo que visitem e registem-se, é isso que mantém o site e a actividade da (verdadeira) Chef Brenda.
A receita do site contem ingredientes que cá não temos como amido de trigo, metamucil e farinha de tapioca. Aos poucos fui investingando alternativas e equivalentes para ultrapassar estas dificuldades, porque eu tinha a certeza que se haveria receita de pão boa, seria certamente aquela (e não me enganei :)) e portanto valeria a pena investir nela. Foi um processo longo, mas cheguei a bom porto.
Consegui fazer algumas adaptações na receita e, portanto este pão tem alguns produtos diferentes na sua composição, como polvilho doce (amido de mandioca que dá mais elasticidade ao pão) e uma fibra vegetal denominada psillium husk (ingrediente base do metamucil) que serve para dar estrutura ao pão. O psillium husk vende-se no Celeiro. Ambos os produtos foram autorizados pela dietista do Vasco. Fotos a seguir:

Esta receita fica melhor com a farinha Loprofin, porque é a única que tem por base o amido de trigo, que é o ingrediente principal na receita original. Se utilizarem aos outras farinhas o pão cresce menos e fica mais denso, mas saboroso na mesma, são necessários mais acertos neste caso mas eu ainda não consegui fazer. 
Aqui vai a receita adaptada da que consta no site cook for love:
Fermento: Misture numa tigela 60ml de água morna com 7 g do fermento que vem com a farinha e 1 colher de chá de açucar. Deixe ficar durante 10 m a repousar para activar o fermento. Fica com este aspecto:
Massa:
230g de farinha hipoproteica (preferencialmente Loprofin)
80g de polvilho doce
12 gm de psillium husk
2 colheres de sopa de flocos de batata (serve para dar sabor e cor)
2 colheres de chá de sal
270ml de leite hipoproteico (ou de arroz simples) morno
2 colheres de sopa de manteiga derretida
2 colheres de sopa de mel
Misture bem os ingredientes secos numa tigela (farinha, polvilho, psillium husk, flocos de batata e sal) com a batedeira na velocidade lenta. Misture à parte o leite, a mistura do fermento, a manteiga e o mel num copo alto. Junte a mistura liquida gradualmente aos ingredientes secos e bata em velocidade média durante 1 minuto. Deixe a mistura repousar tapada por 10m (serve para as farinhas absorverem bem o liquido).
Povilhe a bancada com farinha e deite a massa que deve estar espessa e pegajosa.
Povilhe um pouco de farinha por cima e amasse levemente juntando apenas uma quantidade minima de farinha para não se colar muito.
Para fazer pão de forma:
Se quiser fazer pão de forma coloque a massa numa forma de pão untada com manteiga. Tape com pelicula aderente untada (sem vedar muito senão o pão não cresce) e um pano de cozinha quente e humido. Deixe levedar num local aquecido durante mais ou menos 1 hora (ponho geralmente dentro do microondas). Quando tiver levedado, remova a pelicula, borrife a superfície do pão com água (para a crosta do pão não ficar rija) e leve ao forno pré aquecido a 180º, durante mais ou menos 1 hora. Aqui vai variar de forno para forno, tem de ir vigiando. Passado uma hora pincele a superfície do pão com manteiga derretida para alourar bem e leve ao forno por mais 15-30 minutos. Desenforme deixe arrefecer.

Para fazer pãezinhos
Para os pãezinhos ficarem mais fáceis de moldar eu costumo fazer a massa de manhã, coloco num saco de conservação untado levemente com azeite, deixo no frigorífico durante o dia e faço os pãezinhos à noite. Ou então faço a massa à noite e preparo os pãezinhos de manhã. Mas não é obrigatório, pode preparar os pãezinhos logo após amassar. A massa aguenta-se perfeitamente no frigiorífico durante 2 dias sem estragar. Se colocar a massa no frigorífico, retire a quantidade que vai preparar para a bancada povilhada com farinha e amasse um pouco só para ficar à temperatura ambiente. Molde pãezinhos, coloque num tabuleiro untado e adopte o mesmo procedimento do pão de forma, ou seja cobrir e deixar levedar por mais ou menos 45m. Retire a película, borrife a superfície do pão com água e leve a forno pré aquecido a 180º por mais ou menos 30 minutos. Pincele com manteiga derretida e leve novamente ao forno até alourar (mais 15-20m).
Para fazer wraps (ou tortilhas)
Mais uma vez aconselho deixar a massa no frigorífico por umas horas, para ser mais fácil moldar e não ser necessário juntar muito mais farinha.
Retire uma pequena bola de massa do preparado, tenda com o  rolo numa superficie enfarinhada. Aqueça bem uma frigideira antiaderente. Coloque o disco de massa na frigideira quente (não junte qualquer gordura) e deixe tostar de um lado e de outro, com cuidado para não assar de mais e ficar maleável. Deixe arrefecer e recheie a gosto.

Esta receita é muito versátil e o pão fica com bom sabor e consistência, mas é importante seguir todos os passos e ingredientes para conseguir bons resultados.
Espero que gostem!

30/09/2012

Iogurte pral de baunilha!



Yogur Pral (Yogupur) natural flavour
Olá, bem a tentativa de iogurtes da Vera, não gostei muito, então vi na Hipoproten um substituto de iogurte que me fez tentar outra vez.
Existe nas formas de natural e morango.
Ficam um pouco líquidos, deve-se juntar mais pó ou algo sólido.
Enviei um e-mail à empresa para saber mais sobre o produto e aqui está a ficha:

FÓRMULA CUALITATIVA: 
- Almidón modificado 
- Proteínas de leche 
- Grasa Vegetal Hidrogenada 
- Jarabe de Glucosa 
- Leche descremada en polvo 
- Azúcar 
- Acidulante Ácido cítrico (E-330) 
- Aromas autorizados 
- Lactosa 
- Regulador pH (E-340ii) 
VALORES NUTRICIONALES MEDIOS: 
(por 100g): 
Humedad y Volátiles (105ºC) 3 % ± 0.5
Proteína Bruta  3.5 % ± 0.5 
Grasa Total (Hidrólisis Ácida) 16,95 % ± 0.5
Hidratos de Carbono 73 % ± 5
Minerales 3 % ± 0.5
Fibra Alimentaria (Dif. 100) 0.5 % ± 0.2
Valor Energético (Kcal/100g)  380 ± 20 
REQUISITOS MICROBIOLÓGICOS: 
Aerobios Mesófilos Totales < 1.10
ufc/g 
Mohos y Levaduras < 3.10
ufc/g
Enterobacterias Totales Ausencia/g
ENVASADO: 
Bolsa de 1 Kg. Cajas de 10 bolsas. 
ALMACENADO: 
En lugar fresco y seco. 
CONSUMO PREFERENTE: 
2 años desde la fecha de fabricación.
DOSIS: 
1 kg de producto en 5 litros de agua. 

Bem, é simples de se fazer:

Ingredientes:
100g de substituto de iogurte Pral
1/2 l de água
Modo de preparação:
Juntar o pó e a água e bater na batedeira eletrica 1 minuto.
Pôr em frascos individuais ( cerca de 4 a 5 colheres de iogurte e uma de café de açucar)
Pôr no frigorífico
e servir com o que desejar

24/09/2012

Picado vegetariano

Tenho reparado que as questões são mais do que muitas no que diz respeito à preparação de almôndegas ou hamburgueres ou mesmo de uma bolonhesa sem o preparado da Taranis. Eu ainda não usei este preparado porque o Vasco ainda é pequeno e para além disso quero que a alimentação dele, no que é possível intervir, seja o mais natural possível.
Tenho preparado almondegas ou hamburgueres com a receita do rolo de legumes que já publiquei no blog (http://pkumetabolicas.blogspot.pt/2012/02/rolo-de-legumes.html). Preparo também os baby burguers de batata doce (http://pkumetabolicas.blogspot.pt/2011/11/baby-burguers.html), que agora rebatizei de medalhões de batata doce para diversificar o vocabulário culinário (agora já não ponho pimento e asso a cenoura e a cebola no forno e ficam muito melhores).
Depois de preparada a receita do rolo moldo bolinhas ou hamburgueres e levo ao forno em tabuleiro untado ou levo à frigideira levemente untada só para "selar" o exterior e impedir que se desfaçam depois. Congelo o que não for para comer logo. Depois é só descongelar a quantidade necessária e juntar molho de tomate ou no caso dos hamburgueres podem ser consumidos simples ou incluídos noutras receitas ou juntar molhos. 
Quando é para fazer bolonhesa uso a receita do site cookforlove
 (http://www.cookforlove.org/node/3 ), que é ótima, e também pode servir para preparar almôndegas ou hamburgueres (basta triturar, juntar arroz e pão ralado). Nesta matéria a base é sempre a mesma: escolher os legumes pretendidos, triturar e refogar em alho e cebola. Temperar a gosto e juntar pão ralado e arroz bem cozido e triturado para dar liga.
Bolonhesa preparada de acordo com  a receita do site cook for love
Todavia na semana passada, no meio das minhas pesquisas culinárias, tive uma ideia brilhante: se existe a carne picada e os vegetarianos/veganos têm o seu próprio picado substituto, porque não inventar um picado vegetariano hipoproteíco, para estar sempre à mão? E assim nasceu o picado vegetariano que utilizo tal como se fosse carne: a base é courgette, cenoura e cogumelos (são os legumes que mais gosto mas pode ser personalizado a gosto). Não anotei as quantidades, mas as proporções a título de exemplo são mais ou menos estas: para 200 g de cogumelos juntar o dobro da quantidade de cenoura e o quádruplo de courgette (as quantidades como é óbvio também podem ser personalizadas a gosto). Triturar os legumes em cru, colocar em saco próprio e congelar anotando-se as quantidades e partes.
Picado vegetariano pronto a congelar
E assim para preparar almondegas ou hamburgueres: Refogar 2 dentes de alho e 1 cebola em azeite, quando estiverem dourados juntar 280g de picado. Deixar refogar até secar bem. Temperar com sal e ervas a gosto. Retirar do lume e juntar 1 chávena de pão ralado e 1 chávena de arroz hipoproteico bem cozido e triturado (medir o arroz depois de cozido). Moldar bolas ou hamburgueres, levar em tabuleiro untado ao forno durante cerca de meia hora para selar o exterior e cozinhar.
Almôndegas já cozinhadas e prontas a congelar
Hamburgueres a caminho do forno
 Para preparar bolonhesa: Refogar 2 dentes de alho, 1 cebola e um pedaço de aipo em azeite, quando estiverem dourados juntar 5 colheres de sopa de tomate triturado, uma colher de chá de massa de pimentão e meia dúzia de folhas de manjericão picado. Deixar ferver 5m. Juntar cerca de 300g de picado, temperar com sal e deixar apurar (não deixe secar muito).
Para rematar, e porque as boas notícias também devem ser divulgadas, hoje fui surpreendida com um comentário da nova educadora do Vasco que me deixou derretida. Disse-me que ele come sempre tão bem e com tanta satisfação e que a comida dele tem um ar tão apetitoso que ela própria já se sente tentada a experimentar. São estas pequenas/grandes coisas que me fazem sentir que vale a pena cada minuto (e são muitos) que passo na cozinha.
Beijinhos para todos!