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07/03/2015

A assistência a filho com doença crónica e o trabalho. Mães e Pais metabólicos, um desafio.

Como fazem as mães e Pais trabalhadores no trabalho, quando os nosso meninos estão doentes ou em situação de internamento?
Qual é a legislação que protege os nossos direitos como Pais de meninos especiais?
Qual é a vossa experiência, seja na função pública ou no privado ou mesmo como trabalhadores independentes?

Código do Trabalho, Aprovado pela Lei no 7/2009, de 12 de Fevereiro 
(Para consulta integral ver AQUI)
Artigo 56º
Horário flexível de trabalhador com responsabilidades familiares
1 – O trabalhador com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho com deficiência ou doença crónica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação tem direito a trabalhar em regime de horário de trabalho flexível, podendo o direito ser exercido por qualquer dos progenitores ou por ambos.
2 – Entende-se por horário flexível aquele em que o trabalhador pode escolher, dentro de certos limites, as horas de início e termo do período normal de trabalho diário.
3 – O horário flexível, a elaborar pelo empregador, deve:
a) Conter um ou dois períodos de presença obrigatória, com duração igual a metade do período normal de trabalho diário;
b) Indicar os períodos para início e termo do trabalho normal diário, cada um com duração não inferior a um terço do período normal de trabalho diário, podendo esta duração ser reduzida na medida do necessário para que o horário se contenha dentro do período de funcionamento do estabelecimento;
c) Estabelecer um período para intervalo de descanso não superior a duas horas.

Artigo 57º
Autorização de trabalho a tempo parcial ou em regime de horário flexível
1 – O trabalhador que pretenda trabalhar a tempo parcial ou em regime de horário de trabalho flexível deve solicitá-lo ao empregador, por escrito, com a antecedência de 30 dias, com os seguintes elementos:
a) Indicação do prazo previsto, dentro do limite aplicável;
b) Declaração da qual conste:
i) Que o menor vive com ele em comunhão de mesa e habitação;
ii) No regime de trabalho a tempo parcial, que não está esgotado o período máximo
de duração;
iii) No regime de trabalho a tempo parcial, que o outro progenitor tem actividade profissional e não se encontra ao mesmo tempo em situação de trabalho a tempo parcial ou que está impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal;
c) A modalidade pretendida de organização do trabalho a tempo parcial.
Artigo 65º
Regime de licenças, faltas e dispensas
1 – Não determinam perda de quaisquer direitos, salvo quanto à retribuição, e são consideradas como prestação efectiva de trabalho as ausências ao trabalho resultantes de:
a) Licença em situação de risco clínico durante a gravidez;
b) Licença por interrupção de gravidez;
c) Licença parental, em qualquer das modalidades;
d) Licença por adopção;
e) Licença parental complementar em qualquer das modalidades;
f) Falta para assistência a filho;
g) Falta para assistência a neto;
h) Dispensa de prestação de trabalho no período nocturno;
(...)
6 – A licença para assistência a filho ou para assistência a filho com deficiência ou doença crónica suspende os direitos, deveres e garantias das partes na medida em que pressuponham a efectiva prestação de trabalho, designadamente a retribuição, mas não prejudica os benefícios complementares de assistência médica e medicamentosa a que o trabalhador tenha direito.

Passo a contar a minha experiência de forma abreviada.
O meu filho João tem 6 anos completados em Dezembro do último ano e tem fenilcetonúria.
Passados os 4 anos de licença de maternidade com assistência a filho com doença crónica, o gabinete de projectos com o qual eu tinha uma longa relação de trabalho de mais de 10 anos, já não tinha as portas abertas para mim. Fui sempre uma colaboradora a recibos verdes, ou independente, apesar de de na realidade ter horários fixos e tudo o resto. Também sei não me seria possível compatibilizar os extensos horários de trabalho com esta nova vida, pelo menos com o que tem sido os últimos anos. Falta dizer que não tenho Avós ou substitutos com quem possa contar, ou seja trabalhar sem rede e com o perfil do meu filho é um caso muito bicudo. Para já, só consigo trabalho como free lancer, ou seja gerindo eu própria os meus tempos.

A Ana Sousa perguntou  como era e eu acho urgente colectar informações e experiências assim como foi nos primeiros 4 anos de licença parental. Ana aqui publico umas pistas que espero que todos ajudem a completar.
Venham de lá as vossas histórias!
Convido-vos a partilharem as vossas experiências e conhecimentos na perspectiva de relações laborais para que todos possamos aprender uns com os outros.

03/03/2015

O Livro do Pão ou Happiness Only Real When Shared

link para o download AQUI 
Finalmente um pequeno guia com receitas hipoproteicas deliciosas de pão, massa para pizzas, scones, panquecas e muito mais! 

Com muito orgulho e satisfação e uma modesta contribuição com algumas receitas pudemos também participar e assim juntar-nos a este esforço em conjunto com algumas das nossas distintas Chefes  e companheiras de estrada desde sempre, nomeadamente a nossa jovem promissora Chef Catarina Costa.  
O Blogue Pku metabolicas congratula-se com a publicação de algumas das receitas que aqui temos publicado ao longo do tempo poderem ir direitinhas para as vossas, nossas prateleiras lá de casa.

Obrigada à Nutricia e aos divertidos Amigos Anamix por continuarem a trabalhar para e connosco, a comunidade metabólica agradece de coração aberto.

Porque o nosso lema é desde sempre Happiness Only Real When Shared

Sofia e Paula

09/04/2013

A estatística das DHMP em Portugal nos últimos anos

Sempre que se fala na distribuição geográfica da Doenças Hereditárias do Metabolismo das Proteínas  (DHMP) em Portugal, falamos de números que muitas vezes ignoramos em concreto, por este motivo, resolvi fazer um breve levantamento tendo como única fonte os Relatórios produzidos pelo Programa Nacional do Diagnóstico Precoce disponibilizados online pelo INSA/ Departamento de Genética Humana. Assim, temos que:

2005 (Figura 8 da página 32)
Num total de 23 casos (12 Pku) detectados de novo pelo PNDP de Doenças Hereditárias do Metabolismo, a distribuição geográfica em Portugal pelos centros de Tratamento foi a seguinte:
  • Centro de Tratamento do Porto :10 casos
  • Centro de Tratamento de Lisboa :5 casos
  • Centro de Tratamento de Coimbra :6 casos
  • Centro de Tratamento da Madeira :0 casos
  • Centro de Tratamento dos Açores :2 casos
2006 (Figura 6 da página 36)
Num total de 35 casos (11 Pku) detectados de novo pelo PNDP de Doenças Hereditárias do Metabolismo, a distribuição geográfica em Portugal pelos centros de Tratamento foi a seguinte:
  • Centro de Tratamento do Porto :13 casos
  • Centro de Tratamento de Lisboa :14 casos
  • Centro de Tratamento de Coimbra :6 casos
  • Centro de Tratamento da Madeira :1 casos
  • Centro de Tratamento dos Açores :1 casos
2008 (Figura 6 da página 38)
Num total de 49 casos (11 Pku) detectados de novo pelo PNDP de Doenças Hereditárias do Metabolismo, a distribuição geográfica em Portugal pelos centros de Tratamento foi a seguinte:
  • Centro de Tratamento do Porto :13 casos
  • Centro de Tratamento de Lisboa :31 casos
  • Centro de Tratamento de Coimbra :3 casos
  • Centro de Tratamento da Madeira :0 casos
  • Centro de Tratamento dos Açores :2 casos
2009 (Quadro da página 24)
Num total de 44 casos (6 Pku) detectados de novo pelo PNDP de Doenças Hereditárias do Metabolismo, a distribuição geográfica em Portugal pelos centros de Tratamento foi a seguinte:
  • Centro de Tratamento do Porto :18 casos
  • Centro de Tratamento de Lisboa :21 casos
  • Centro de Tratamento de Coimbra :3 casos
  • Centro de Tratamento da Madeira :1 casos
  • Centro de Tratamento dos Açores :1 casos
2010 (Quadro 4 da página 26)
Num total de 42 casos (7 Pku) detectados de novo pelo PNDP de Doenças Hereditárias do Metabolismo, a distribuição geográfica em Portugal pelos centros de Tratamento foi a seguinte:
  • Centro de Tratamento do Porto :11 casos
  • Centro de Tratamento de Lisboa :22 casos
  • Centro de Tratamento de Coimbra :6 casos
  • Centro de Tratamento da Madeira :3 casos
  • Centro de Tratamento dos Açores :0 casos
2011 (Quadro na página 26)
Num total de 31 casos (9 Pku) detectados de novo pelo PNDP de Doenças Hereditárias do Metabolismo, a distribuição geográfica em Portugal pelos centros de Tratamento foi a seguinte:
  • Centro de Tratamento do Porto :12 casos
  • Centro de Tratamento de Lisboa :14 casos
  • Centro de Tratamento de Coimbra :3 casos
  • Centro de Tratamento da Madeira :1 caso
  • Centro de Tratamento dos Açores :1 caso

Parecem-me claras as conclusões que se podem retirar destes quadros. São uma boa base para reflexão e para um melhor conhecimento da doença.

Agradeço à Paula Viegas (como sempre!) a colaboração nesta pequena investigação.

28/11/2012

Relatório 2011 - Programa Nacional do Diagnóstico Precoce

Um documento da autoria da Drª.  Laura Vilarinho e do Dr. Vaz Osório, que sintetiza todas as actividades desenvolvidas pelo PNDP no ano de 2011. Um documento fundamental para compreender o estado da arte no que toca ao Diagnóstico e Tratamento das Doenças Metabólicas em Portugal.

Nas conclusões, página 32 é apresentado o quadro com os números oficiais que revelam a Prevalência das diferentes Doenças Hereditárias do Metabolismo que são detectadas através do Teste do Pézinho. 

Conclusões:
Os números globais do rastreio desde o seu início até ao fim de 2011 encontram-se referidos no quadro seguinte:

(...)  Fenilcetonuria 312 casos

(...) Outras Doenças Hereditárias do Metabolismo 193 casos

O documento encontra-se disponível para consulta no site do INSA e merece uma leitura quase obrigatória.

http://repositorio.insa.pt/handle/10400.18/1112

29/10/2012

Tratamento Dietético na PKU. Que impacto no estado nutricional?

Tratamento Dietético na PKU. Que impacto no estado nutricional?
Instituto de Genética Médica Dr. Jacinto de Magalhães – Porto
Consulta de Nutrição
15 de Maio de 2004
Júlio Rocha
Manuela F. Almeida


Um documento importante para a compreensão das diferentes fases do tratamento da Fenilcetonúria. O grupo de especialista em Nutrição do Centro de Genética Médica do INSA no Porto, escalpeliza e apresenta de forma sintética os protocolos estabelecidos para o tratamento dietético da Pku. Uma excelente síntese  um excelente guia!

Compreendi de imediato, após a sua leitura, porque é que há mães Pkus que têm que suspender o aleitamento e outras que o podem manter concomitantemente com a toma da fórmula, porque é que há que tempos que a fórmula do meu Pku não é alterada e a sua relação directa com o peso da criança e o escalão etário. E muito mais temas interessantes, mas que alguns necessitam de tradução para quem como eu é perfeitamente leigo na matéria.
Apreciei bastante a síntese final em que são sublinhados os principais focos de atenção;

 - Mistura de aminoácidos
  •  quantidade
  •  nº de tomas / dia
  •  adição de proteína natural
- Suplementos de vitaminas e minerais
- Avaliação de peso e estatura 
- Avaliação da composição corporal (Bioimpedância e Densitometria Óssea)
- Picadas (protocolo e horários de realização)
- Análises gerais
- Integração social

Também acredito, que qualquer um destes factores é igualmente importante no desenvolvimento integral da criança/adulto com pku. Gostaria de ver a Avaliação da composição corporal ter uma tradução clara na prática. É um tema que deve exigir exames complementares de diagnóstico que não vejo acontecer. 

25/10/2012

Fundació Alicia, o sonho impossível...


La Fundación Alícia, alimentación y ciencia, es un centro de investigación dedicado a la innovación tecnológica en cocina, la difusión del patrimonio agroalimentario y gastronómico, con vocación social y abierto a todo el mundo para promover la buena alimentación.
Es una fundación, creada por la Generalitat de Catalunya y Caixa Manresa, que cuenta con un consejo asesor presidido por el chef Ferran Adrià y con el asesoramiento del cardiólogo Valentí Fuster.
Alícia es un referente en el ámbito de la investigaciónaplicada a la gastronomía, un espacio para crear conciencia social sobre la importancia de la alimentación como hecho cultural y como factor educativo. Así pues, se trata de un lugar donde se generan ideas sobre alimentación y cocina, una experiencia sensorial y estimulante que combina tradición e innovación, y unproyecto comprometido con el territorio.
Los dos ámbitos fundamentales sobre los cuales Alícia estructura su actividad son:
-Salud y hábitos alimentarios, subrayando la misión social de Alícia y su voluntad de ser un agente activo en la mejora de la alimentación general de nuestra sociedad.
-Investigación gastronómica y científica, con el apoyo de los mejores cocineros y el objetivo de reforzar el nivel y la proyección de nuestra gastronomía.

Reunir num espaço lindissimo um centro de Investigação gastronómica, com um dos melhores Chefs do mundo, o Chef Adriá, só pode ser um sonho impossível por cá, mas realizado na Catalunha. É um abismo que nos separa deste nível de desenvolvimento, mas há uma boa notícia, é que afinal, não é no outro lado do mundo, é aqui mesmo ao lado em Espanha, e afinal um Centro com vocação social, aberto a todo o mundo para promover a boa alimentação, mesmo que virtualmente, podemos fazer-lhe uma visita. Em sonhos seria o local ideal, perfeito! para um Encontro metabólico, com escola de cozinha hipoproteica orientada pelo Chef Adriá, e sei lá com o James Bond a receber-nos à porta...

No entretanto, enquanto caímos na realidade, vamos aproveitar para ler, aprender e experimentar algumas das receitas hipoproteicas dedicadas por Alicía aos Metabólicos em parceria com a Unidad de Enfermedades Metabólicas Hereditarias do Hospital Sant Joan de Déu de Barcelona . Caminhos novos a desvendar, a  explorar, a questionar.
Águas de queijo! Caldos de bacalhau! Pasta fresca! Ovos de codorniz!  E muito mais. 


A Chef Paula Viegas, indicou o caminho, e nós, fomos atrás! Maravilhados.

29/11/2011

Closing the gaps in care - Um estudo comparado sobre a assistência na Europa aos doentes com Fenilcetonúria

Colmatar as lacunas na assistência - Relatório sobre a gestão da fenilcetonúria na Saúde, na Economia da União Europeia, pela benchmark ESPKU 

What is the prevalence of PKU in Europe? Qual a prevalência da Fenilcetonúria na Europa?
  • Holanda 1: 18,000
  • Polónia 1: 8,000
  • Espanha 1: 20,000
  • Suécia 1: 20,00
  • Reino Unido 1: 10,000
How is PKU classified?
Como é classificada a Pku, quanto à sua maior ou menor gravidade?

Na prática diária, a classificação da gravidade da PKU é um desafio. Antes da introdução do Diagnótico Precoce, os pacientes chegavam aos Centros de Tratamento devido aos seus sintomas e a gravidade da PKU era diagnosticada com base nos níveis de Phe medidos no sangue. A condição de maior ou menor gravidade era classificada da seguinte forma:

Classificação quanto aos níveis de concentração de Fenilalanina
  1. 50-120 µmol/L Normal ( Saudável?)
  2. 120-600 µmol/L  hyperphenylalanaemia Leve (MHP)
  3. 600-900 µmol/L PKU Leve
  4. 900-1200 µmol/L PKU Moderada
  5. >1200 µmol/L  PKU Clássica
Hoje em dia, os níveis de Phe mais alto possível já não são alcançados, pois o tratamento é iniciado antes que os pacientes podem chegar a estes valores.
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É interessante observar que há variações tão dramáticas nos diferentes países da Europa.
E nós, Portugueses? Onde será que estamos quanto à prevalência da fenilcetonúria? Junto com a Espanha, em que há uma menor incidência de casos? Sem resposta. Há dados?

Desculpem a minha tentativa de tradução absolutamente amadora, mas é só para levantar o ponta do véu. São páginas e páginas com informação essencial, que nos interessam a todos. Se estiverem interessados continuarei a traduzir alguns trechos e a publicá-los aqui. Mas, por favor, leiam o Relatório! O link está logo no início do post.

http://www.espku.org/images/stories/Benchmark_report_2011/PKU_report_FINAL_v2_nomarks.pdf

30/09/2011

Livros de receitas

Enquanto aguardo o exemplar do livro de receitas que pedi à SHS Ireland (e que a sortuda da Sofia já recebeu), aconselho que explorem o site Irlandês da Nutricia, dado que têm disponíveis para download vários livros de receitas baixas em proteínas. Podem consultar em http://www.nutricia.ie/resource-centres/metabolics-recipes .

Beijinhos

Pasta and Pot Recipes, Panquecas de Maçã e muito mais!

Receita Americana de Panquecas de maçã do Recipes from around the world!  
O carteiro (hoje, portador de boas notícias!) acaba de me entregar em mão um bem recheado envelope, com remetente da Irlanda. Pois é verdade, a SHS Ireland foi Quick & Easy a enviar as receitas de Pasta. Mas a melhor notícia é que não vem só as receitas de Pasta, vêm também muito bem acompanhadas por mais três, um  verde-claro em tons primaveris; A Selection of Springtime Recipes, outro Ready, Steady, Cook! (para quem não pode, nem quer perder tempo na cozinha, ou seja todas nós!); e Recipes from around the world! International recipes for those on a low protein diet, onde estamos honrosamente representados com uns pastéis de bacalhau (sem o dito cujo), não foram eles uma das maravilhas da Gastronomia Portuguesa?, uns canapés de pasta de azeitona e umas deliciosas mini-quiches de ervas aromáticas, já nossas bem conhecidas através do inesquecível workshop que a Nutricia nos ofereceu aqui na santa terrinha.

Obrigado SHS Ireland, vocês são o máximo, e as panquecas de maçã dos States esperam por mim!

28/09/2011

Receitas de Massas, Quick and Easy! By SHS


Uma pequena selecção de pratos de massa de muito rápida confecção que podemos fazer com antecedência, conservar no frigorífico ou freezer,  e depois simplesmente fazer "pop" no microondas para aquecer, quando nos apetecer. Uma oferta da SHS Ireland. Eu já pedi o meu exemplar!

Envie uma mensagem AQUI para pedir uma cópia.

24/09/2011

Guia para Pais Debutantes e Fichas para os Pais de crianças Pku de 1 a 3 anos

O Proyecto de Innovación Docente 10-120 de la Universidad de Granada, apresenta um grupo de trabalho com produção muito interessante, e entre outros materiais destaco o imperdível Breve manual de apoyo a padres debutantes en la fenilcetonuria, com a coordenação de Dr. Rodolfo Ramos Álvarez (que também partilha connosco a condição de Pai Pku), e umas fantabulásticas fichas de trabalho para nós Pais de crianças Pku, com idades compreendidas entre 1 e 3 anos, em que nos desafiam a auxiliar os nossos filhos no processo de apreensão da alimentação com baixo teor de fenilalanina, através de um jogo interactivo cuja  principal tarefa a ser desenvolvida, é através de linhas de cor verde- alimentos permitidos, e linhas vermelhas-alimentos proibidos, ir fazendo ligações entre apelativas imagens.

É um site para descobrir e acompanhar, pois parece-me raro este tipo de trabalho, acho-o mesmo espectacular, com um cuidado gráfico excepcional, imagens muito bonitas e apelativas e conteúdos, que sendo complexos, nos são apresentados de forma muito linear e acessível.

Está tudo aqui, no  Manual de apoio e  Fichas PKU  e muito mais no http://fenilcetonuria.es

09/08/2011

Livro de Receitas para Fenilcetonúricos do IGM


Os livros já publicados COMER BEM... SEM FAZER MAL! são o resultado de um esforço conjunto de toda a equipa que no IGM se dedica ao estudo e apoio das crianças com fenilcetonúria. O nosso objectivo é ajudar as mães a preparar refeições com melhor sabor, apresentação e variedade, com a ajuda dos produtos dietéticos hipoproteicos, apelando simultaneamente para a sua própria imaginação. Com essa finalidade criou-se no IGM uma "Escola de Cozinha" aberta a todas as mães que nela pretendam ensaiar ou aprender novas soluções de culinária para os seus filhos fenilcetonúricos. 
Livro De Receitas Para Fenilcetonúricos
PublicaçõesO 1º volume resultou dos primeiros ensaios aí realizados. O 2º contou com a colaboração de algumas receitas dos pais e o 3º volume em fase experimental será todo composto por receitas enviadas pelos pais e por amigos das crianças com fenilcetonúria.

Todas as receitas do COMER BEM... SEM FAZER MAL!, devem ser consideradas como ideias base, uma vez que a manipulação do "Sistema de Partes" permite substituir ingredientes, jogando com os gostos e as vontades de cada um.

O nosso maior desejo é poder contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crianças fenilcetonúricas portuguesas. Se esse objectivo for atingido sentir-nos-emos plenamente recompensados e com a certeza de que todo o esforço desenvolvido valeu a pena e merece ser continuado.

NOTA:
O livro de receitas do COMER BEM... SEM FAZER MAL!, pode também ser considerado como uma ideia base para as outras doenças hereditárias do metabolismo que necessitem duma dieta hipoproteica.

Está tudo no site do DIAGNÓSTICO PRECOCE

18/04/2011

A marca do "relógio", ou os Dois Anos - T. Berry Brazelton

"As crianças de dois anos continuam a ter alterações bruscas de humor. De repente, podem irritar-se e perder o controlo. Quando os pais tentam ajudar, a criança, poderá morder, dar pontapés ou bater com a cabeça."
Dois Anos , O grande livro da criança - T. Berry Brazelton

Não aguento ler esta parte do texto sem rir até às lágrimas. Ultimamente não tenho sido vítima destes ataques de fúria, mas há cerca de um, dois meses, a simples perspectiva de uma mudança de fralda, acabava invariavelmente com uma fuga em flecha, seguida de uma chuva de murros e pontapés e no fim para não me ficar a rir, para remate com chave de ouro, uma dentada feroz, que me deixa sempre uma marca de "relógio" com todos os dentes marcados a ferro e fogo! O meu anjinho!

22/02/2011

Cinco Chaves para uma Alimentação mais Segura - Manual de Formação

Todos os dias milhões de pessoas adoecem devido a doenças de origem alimentar. A correcta preparação dos alimentos permite prevenir a maioria das doenças de origem alimentar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu uma mensagem global de segurança alimentar, através de cinco regras chave que promovem a saúde, as Cinco Chaves para uma Alimentação mais Segura.
Cinco Chaves 1. Mantenha a limpeza
2. Separe os alimentos crus de alimentos cozinhados
3. Cozinhe bem os alimentos
4. Mantenha os alimentos a temperaturas seguras
5. Use água e matérias-primas segura
Este manual de formação tem como objectivo promover a divulgação da informação contida no poster da OMS "Cinco Chaves para uma Alimentação mais Segura" através de esquemas de comunicação da mensagem. O manual disponibiliza igualmente indicações e sugestões para a adaptação do conteúdo programático a diferentes grupos alvo (ex: profissionais do sector da restauração, consumidores, crianças, etc.).
Poderá solicitar um exemplar através de higienealimentar@insa.min-saude.pt ou telef: 217 526 457.

Capa do Manual de Formação Cinco Chaves para uma Alimentação mais Segura

21/09/2010

Pontos de Referência do Desenvolvimento

Capacidades Motoras
Por volta dos dezoito meses, dois anos, a criança passa todo o dia a fazer experiências. Trepa para cima de tudo o que vê, achando esta actividade muito excitante, mas não tem a noção das alturas. Por isso, os pais têm de a proteger. Precisam de se certificar de que há tapetes ou almofadas na parte inferior dos seus degraus preferidos, se por acaso já a deixam subir as escadas. Nesta idade, ela prefere correr para todos os lados em vez de andar.
Começa a girar sobre si própria, a experimentar todas as suas novas aquisições motoras - equilibrar-se, rodopiar, correr. Tenta afastar-se dos pais sempre que tem oportunidade - num supermercado, numa loja, na rua, seja onde for, os pais têm sempre que ter uma mão livre para a criança; caso contrário, ela pode perder-se.

O Grande Livro da Criança, página 205- T. Berry Brazelton, Ed. Presença

É tudo verdade, e eu choro a rir quando leio algumas passagens desta bíblia da criança. Vemo-nos retratados nas situações mais cómicas, e ajuda-nos a perceber melhor que as birras, as teimosias e outras maluquices que nos parecem incompreensíveis e inultrapassáveis, afinal são parte natural do  crescimento e desenvolvimento da criança saudável. Eu estou a passar por esta fase terrível, chego ao fim do dia de rastos a rezar para o ver na caminha a dormir, não consigo fazer mais nada do que andar numa loucura atrás do menino e dos seus caprichos....Ufa ufa! Acho que não me cansava tanto quando estava a trabalhar num atelier cheia de pressão e stress para respeitar os prazos de entrega...Também não me ria às gargalhadas duzentas vezes ao dia nem era coberta de abracinhos amorosos, bolachinhas babujadas nojentas, dentadas , arranhadelas piores do que as dos gatos e outros mimos indescritíveis!

23/07/2010

Brincar é muito importante!

Aprendi há muitos anos com o meu pai que quando temos dúvidas há que procurar o livro certo para as resolver, e tem-me servido sempre este princípio. Quero partilhar convosco a minha última descoberta para me orientar nos jogos de estimulação com o meu pequeno pku. Na verdade, nesta situação de ficar em casa a acompanhar o bebé sinto que preciso muito de aprender algumas técnicas para que ele não perca o barco. É claro que uma mãe é sempre uma expert autodidacta nos assuntos do seu bebé, mas não há como aprender com quem sabe, para que os jogos e brincadeiras sejam adequados à idade e fase de desenvolvimento. E nós em especial, temos consciência da importância da estimulação nos nossos meninos. Aqui vai a minha mais recente descoberta,  
Vamos Brincar? Jogos e actividades baseados no método Montessori para bebés e crianças. De Maja Pitamic, editora Arte Plural. É um manual de actividades que explora o desenvolvimento dos sentidos, da coordenação motora, da criatividade, do movimento, da linguagem e da curiosidade natural da criança. As actividades são de fácil execução e não requerem conhecimentos nem materiais especiais.
Com ideias sugestivas para aperfeiçoar a motricidade, a destreza, a imaginação e a memória, este livro oferece às crianças e aos pais a oportunidade de poderem brincar juntos, enquanto os filhos aprendem e desenvolvem precocemente aptidões fundamentais.
ISBN: 978-989-8013-81-1; 160 pág.; € 17,50
Cobre o intervalo de idades entre o1 ano e os 3 anos , e são só ideias muito giras e muito simples. Eu estou encantada e recomendo.

20/06/2010

Lançamento da Tabela dos Alimentos para consulta gratuita online

Tabela dos Alimentos
  É uma referência nacional para a composição dos alimentos consumidos em Portugal, disponibilizando dados referentes a Energia, Macroconstituintes, Ácidos Gordos, Colesterol, Vitaminas e Minerais em alimentos crus, cozinhados e processados, sendo possível, a partir de agora, a sua consulta gratuita online.
A Tabela de Composição dos Alimentos (TCA) está disponível no site do INSA, podendo a pesquisa ser efectuada por Palavra-Chave, grupo de alimentos, componentes ou por ordem alfabética.
A ferramenta, agora disponível, permite a qualquer pessoa localizar, com facilidade, alimentos do seu interesse e os componentes considerados prioritários pelas autoridades mundiais. Para conhecer a composição nutricional dos alimentos, por exemplo em energia, colesterol, vitamina C, sódio ou ferro os componentes são referidos a 100 g de alimento edível (parte comestível) com excepção das bebidas alcoólicas, reportados a 100 ml. A pesquisa por componentes permite, também, encontrar os alimentos mais ricos num determinado nutriente (ex. mais ricos em vitamina C ou cálcio).
Ao disponibilizar esta informação, e de forma gratuita, o INSA contribui para uma maior literacia em saúde e, consequentemente, uma população mais informada, condições essenciais para a promoção da saúde e a prevenção de doenças associadas à alimentação.
Sobre a Tabela e os dados apresentados
A TCA foi publicada em 2006 e apresenta os teores dos componentes que provêm da compilação de dados de diversas fontes tais como, estudos analíticos realizados pelos Laboratórios do Departamento de Alimentação e Nutrição (DAN) do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e pelo Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), publicações científicas, outras Tabelas e, para alguns alimentos processados, informação retirada dos respectivos rótulos. A Tabela contém ainda dados obtidos por cálculo, caso das receitas e de valores de nutrientes para os quais não se dispunha de informação (valores omissos).

Consultar a Tabela da Composição de Alimentos

Newsletter do INSA nº41 de 18 de Junho de 2010

08/05/2010

Tabela de composição dos alimentos do INSA passa a ser de consulta gratuita

O Insa vai pôr na Internet uma ferramenta que permitirá, por exemplo, que cada cidadão planeie uma dieta em casa de forma equilibrada
A tabela tem quase mil alimentos crus, processados e/ou cozinhados, analisados ao pormenor: peixe, carne, doces, salgados, fruta, vegetais, etc. Os resultados são dados por 100 gramas e dividem-se em 42 factores, como a quantidade de calorias, água, proteína, gordura, fibra, colesterol, vários tipos de vitaminas, etc.
Através dela ficar-se-á a saber, por exemplo, que 42% de um croquete são água, 13% proteína e 19% são gordura. Cada 100 gramas, (o equivalente a dois pequenos) têm 317 calorias.
Segundo revelou à SÁBADO Pereira Miguel, presidente do Instituto Nacional Ricardo Jorge (Insa), um dos principais objectivos desta ferramenta é a promoção da saúde e a prevenção de doenças associadas à alimentação.
"A tabela permite que qualquer pessoa - e não apenas os profissionais de saúde - possa localizar alimentos que sejam do seu interesse para fazer cálculos nutriconais que permitirão a elaboração de refeições equilibradas ou o planeamento de dietas", afirma Pereira Miguel.
(...)
Para que a tabela passe a ser acessível a todos, de forma gratuita, só faltam pormenores técnicos, relacionados com a aplicação web que permitirá o acesso online aos dados.
Para já, apenas existe em papel (à venda por 30 euros) e em CD-ROM (custa€ 40). Até ao fim de Março passará a estar no site do instituto (www.insa.pt) para pesquisa individual de alimentos. A tabela completa continuará, no entanto, apenas disponível mediante compra. Isabel Lacerda.
14-01-2010  Revista Sábado  

16/03/2010

Receitas Hipoproteicas

"Apples to Zuchinni", by Virginia Schuett and Dorothy Corry.
Apples to Zucchini: A Collection of Favorite Low Protein Recipes is the perfect resource to help you manage a low protein diet and discover the vast array of wonderful tasting and healthy foods that are naturally low in protein. The book will show you just how varied and interesting a low protein diet can be, using a wide variety of fruits and vegetables and only a limited number of commercially made low protein products. 
$47 (shipping included).
Anda a provocar-me alguma curiosidade este livro de receitas Hipoproteicas...Será da capa? Tenho que confessar que sou bastante sensível ao lado estético, deformação profissional! Mas na verdade adoro coleccionar livros de receitas e tenho um enorme vazio quanto a receitas hipoproteicas, para além dos dois livrinhos "COMER BEM... SEM FAZER MAL!", editados pelo Instituto de Genética Médica. Este livro teria que atravessar o Atlântico, e se as encomendas fossem no minímo  de 10 livros fazem um desconto, tanto no valor do livro como nos transportes. Será que há mais gente interessada de forma a podermos beneficiar do descontinho? Se houver, digam, que eu arranjo informações mais detalhadas.