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26/08/2016

O primeiro ano da escola - A carta

Quando o João entrou na escola no primeiro ano, para além da declaração/atestado passada pelo serviço de Metabólicas do HSM, entreguei esta carta documento no início do ano escolar ao professor, falei com a directora da escola, e certifiquei-me que uma cópia chegava às mãos de todos e cada um dos professores e pessoal não docente que compõe o corpo da escola. Sem excepção. Também o grupo de actividades extra-curriculares foram contemplados com um exemplar. Mãe "chata", sou eu.

Como sei que há Mães e Pais preocupados com a mesma questão, junto o meu modelo para possíveis adaptações. Na altura também eu adaptei um documento da nossa Paula Viegas, com um uso diferente por ser para uma criança ainda em idade de Jardim de Infância. E assim é, de adaptação em adaptação, o testemunho passa.

Um bj

João 1º Ano
Professor Pedro * Escola EB1 XXXX

INFORMAÇÃO
O João tem uma doença genética denominada fenilcetonúria (PKU), o que significa que o organismo dele não consegue metabolizar um aminoácido denominado fenilalanina, que se encontra em todos os alimentos que contém proteínas (como por exemplo, a carne, o peixe, os ovos, as leguminosas e outros alimentos). Se não for tratada esta doença pode provocar lesões cerebrais e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo irreversíveis. Felizmente que esta doença pode ser tratada com uma dieta rigorosamente controlada e com um suplemento proteico isento de fenilalanina. O folheto e declaração médica já fornecida esclarecem todos os aspetos da doença.
Por estas razões, e com exceção da fruta simples como maçãs pêras, etc. o João apenas pode ingerir alimentos e refeições que traz de casa. Não pode comer nem carne nem peixe, nem ovos nem pão, nem arroz, nem massas, etc. Com excepção da fruta só deverá comer o que traz de casa.

O lanche das 11 da manhã: Fruta ou um puré de fruta ou um sumo natural ou Compal, e mais um bolinho ou pãozinho com manteiga ou doce que a mãe envie de casa.

Almoço: Sopa, prato e fruta ou gelatina vegetal que traz de casa. Pode ser necessário aquecer.

Lanche da tarde: Leite especial que ele leva preparado de casa + pão ou bolinho que leva de casa. Este ”leite” é uma mistura de aminoácidos que constitui o suporte de vida para o João. É fundamental que ele o tome. Pode vir na forma de leite ou de barrinhas, mas é o que o João tem que tomar para andar bem e se desenvolver. É a refeição mais importante do João.

Pedimos que nos avisem sempre nas seguintes situações:
- Se ele não beber ou entornar o “leite”, terá de tomar uma dose equivalente em casa.  Se não comer todo o almoço não tem importância. Convém evitar os vómitos.
- Caso o João coma qualquer alimento não autorizado; as consequências não são imediatas nem evidentes, mas precisamos saber, para corrigir de imediato a alimentação a fim de evitar sequelas graves.
- Caso estejam previstas festas, eventos dedicados à alimentação ou actividades com distribuição de bolos ou outros alimentos, pedimos que nos avisem na véspera a fim de prepararmos e enviarmos os alimentos adequados ao João.
- Se houver crianças doentes na sala de aula ou em contacto com ele. O estado de infecção no João provoca o desequilibrio do processo metabólico.
Nota: Deixaremos na escola bolachas especiais para o João, bem como uns chupa-chupas, para quando houver uma festa de aniversário dos amiguinhos na escola. O João não pode comer substitutos de açucar que hoje são muito utilizados na confeção de rebuçados e pastilhas. O aspartame, que é muito comum constitui um veneno para ele.
O João pode comer quase todas as frutas desde que seja em quantidade controlada, excepção feita a frutos secos. Não pode comer nem nozes, nem amendoins, nem avelãs, etc.
O João não pode comer pão normal, nem bolos, nem bolachas normais. Só os que são feitos com produtos próprios com pouca proteína e não se encontram disponíveis no mercado.


Contactos:  Mãe Sofia  XXXXXXXXXX     Pai  XXXXXXXXXX

11/05/2015

Cesto de segunda feira, estamos em Maio!

Lanche da tarde em cima: aptamil 1 e aminoácidos
Sopa de courgete, estufadinho de legumes e meloa
Segunda feira na escola: 
Sopa de legumes (? nunca sei o que quer isto dizer...); grão com bacalhau cozido e maçã golden.
Cesto do João: 
Sopa de courgete com casca: cebola, cenoura, abóbora, courgete e batatinha nova
Estufadinho de legumes: leve refogado com azeite e cebola, beringela com casca aos cubos, cogumelos portobello minis cortados em quartos, batatinhas novas, courgetes e cenoura cortadinhas e salsa.
Para a fruta temos, meloa cortada aos bocados.

A Chef Paula fez o desafio, e eu fui a correr bater uma chapa no cesto do João para poder responder, porque ninguém me provoca sem uma resposta!
Às segundas feiras em geral não costumo antecipar a ementa da escola, por esse motivo, nunca a bota bate com a perdigota! O estufadinho de legumes do João, hoje, foi a pedido do próprio e é sempre uma opção super saudável, agradável em qualquer altura. Num dia come este, dispensa inclusivamente aquecimento de microondas, o que inclui a sopa, fresca à temperatura ambiente. A meloa, nem se fala, o João adora! Assim, começámos muito bem a nossa semana de almoços.
O lanche da manhã já tinha seguido na bolsa exterior da mochila quando a Paula me desafiou, daí que só esteja o lanche da tarde que vai sempre junto com a almoço. Um dos meus pãezinhos com manteiga e o "leite".
Receita dos pãezinhos AQUI

Pensamento do dia
Também ando a reflectir maduramente nesta história do Kuvan, apesar de que adiámos qualquer marcação de exames para depois das aulas para que não haja perturbações na rotina. E o fim das aulas está próximo! 


Vamos a mais uma semana de lancheiras?

Para desanuviar e, também, tentar inovar vou publicar, mais uma vez, uma semana de lancheiras do meu querido Vasco.
Desanuviar porque esta semana o Vasco vai fazer as análises preparatórias para o teste do Kuvan e eu estou super nervosa com isto. Inovar, porque, embora a ementa da escola se vá repetindo, vou variando nas soluções.
Bom, vamos lá então:
O almoço de hoje na escola é sopa de espinafres, croquetes de carne com arroz e salada. Fruta da época. O lanche é leite e pão com fiambre ou queijo

Para o Vasco: Sopa de beterraba com a rama da dita picadinha (com a base habitual de chuchu, cebola, alho, abóbora e cenoura). Arroz de cenoura, brócolos cozidos e pastelinhos sem bacalhau. De fruta hoje o Vasco pediu para levar uma banana.
Lanche: Pãozinho com queijo violife e o leite especial.
Até amanhã!

Paula Viegas

02/04/2014

Os meninos com problemas de desenvolvimento precisam apenas de apoios especiais, na mesma escola.

O seguinte artigo do Professor Mário Cordeiro (Professor de Pediatria) vem publicado na Revista pais e Filhos e parece-me de uma enorme clarividência e importância informativa. Toca-me particularmente como Mãe de uma criança com DHMP e toca-nos a todos como comunidade. Leiam e divulguem.

Se uma criança for míope, ninguém contesta que frequente a escola, apesar de, sem óculos, ter dificuldade na aprendizagem. Os meninos com problemas de desenvolvimento precisam apenas de apoios especiais, na mesma escola.
Depois de um período em que as crianças com problemas de comportamento ou desenvolvimento não entravam no sistema educativo ou saíam dele precocemente, passou-se para uma fase da chamada ‘integração’, na qual as crianças com problemas deveriam ‘fazer um esforço’ para serem mais parecidas e acompanharem as consideradas ‘normais’. O passo seguinte parte para um novo conceito: a inclusão. Admitir que o universo da população é composto por seres humanos com diferentes características de personalidade, temperamento, competências, dons e talentos e que os ecossistemas, como a Escola, devem incluir todos, salvo raras e admissíveis exceções. Dando os apoios necessários a cada um, mas estimulando o que a partilha de saberes, experiências, vivências e aspetos sociais pode trazer de bom para cada um e para todos.
Se uma criança for míope em grau moderado ou elevado, ninguém contestará que frequente a escola, apesar de, sem óculos, ela ter grandes dificuldades no processo de ensino/aprendizagem. Além dos óculos, os professores tentarão tudo para que a sua deficiência não resulte emhandicap, como, por exemplo, coloca--lo na fila da frente.
Desta vez vou abordar uma outra situação: as chamadas doenças do espectro do autismo. Com a discussão que tem havido sobre eventual redução de apoios socioeducativos na educação especial, creio ser importante relembrar uma situação comum, que engloba várias doenças, mas que se revelam por sintomas e sinais parecidos. Para que as crianças possam beneficiar de todos os apoios necessários, no sentido de uma escola verdadeiramente inclusiva.
Autismo
Usa-se e abusa-se do termo ‘autista’. Se alguém não liga ao que dizemos rotulamo-lo de “autista”. Se um político, num debate, ignora o que o interlocutor está a dizer, lá o classificamos: “parece autista”. Os jovens são ‘autistas’ porque não ligam às vezes ao que os pais dizem. Um exagero. Um erro. Uma leviandade.
Por outro lado, tudo o que mexe é hiperativo e qualquer um que tenha momentos de distração poderá ter, com grande probabilidade (pela parte dos leigos, esclareça-se), um «défice de atenção».
Talvez valha a pena separar o trigo do joio. Há situações de autismo, assim como há síndromas de hiperatividade, com ou sem défice de atenção. E estas situações, a par das chamadas síndromas disléxicas e outras, devem ser diagnosticadas e tratadas atempadamente, para bem de todos. Mas daí a cair no exagero da rotulação vai um passo, inadmissível.
A palavra autismo vem do grego, da palavra «auto», significando «fechado sobre si mesmo». Assim, o autismo caracteriza-se por uma dificuldade extrema no relacionamento interpessoal e social, associado a problemas na comunicação verbal e não-verbal, grande atração por rotinas, movimentos e atividades repetitivas e monótonas, e uma relativa estreiteza de interesses, com grande stresse quando as rotinas se modificam.
Assim como há uma grande dificuldade ou mesmo impossibilidade, na criança autista, de se relacionar com os outros, também está comprometido o reverso da medalha – a criança não entende adequadamente os sinais que lhe são transmitidos, da fala à expressão facial e até a um gesto ameaçador ou um de afeto, não os sabendo interpretar, nem revelando interesse por eles.
Este grande grupo de situações – em que algumas crianças manifestam mais uns aspetos do que outros –, incluem entidades mais conhecidas atualmente, como o síndrome de Asperger e o síndrome de Rett, entre outras.
No conjunto das crianças, e tendo em conta a dificuldade em conseguir agrupar todas estas características no mesmo saco, pode estimar-se que seis em cada mil apresentam, em cada ano, sinais de que podem sofrer de uma destas situações. Reportando estes dados para Portugal, poderíamos dizer que todos os anos cerca de oitocentas novas crianças apresentarão alguma patologia desta área. Os rapazes têm uma incidência muito mais elevada: cerca de 4 a 5 vezes mais do que as raparigas, chegando a ser superior em alguns casos particulares, como o síndrome de Asperger.
As situações do «espectro do autismo» têm quatro grandes áreas de problemas:
• dificuldade na interação social e nas relações interpessoais;
• problemas acentuadas na comunicação – verbal e não verbal;
• comportamentos repetitivos, interesses obsessivos e estreitamento da visão da vida e das atividades;
• insegurança face a alterações de rotina;
Se pensarmos que estas áreas são prioritárias para nos sentirmos bem, para comunicar e nos relacionarmos – desde a família à sociedade –, poderemos entender bem que são deficiências que, facilmente, se podem tornar em handicaps, alterando profundamente a qualidade de vida da criança e dos pais, designadamente o seu futuro.
Mas atenção: estas áreas são muito vagas e podem ser sub ou supravalorizadas, conforme as circunstâncias e as pessoas. Muitas crianças relacionam-se mal com pessoas que não conhecem. Outras estão alheadas a ver televisão e não ouvem os pais chamar – até podem ter uma otite serosa e ouvir mal. Outras desviam o olhar quando sentem que fizeram asneiras e não querem encarar os pais. Ainda podem existir atrasos da fala normais e crianças que comunicam de formas a que muitos adultos não têm acesso. Finalmente, há idades em que os movimentos repetitivos e estereotipados são securizantes. Se se acabou e mudar de escola ou de casa, ou se se sofreu um trauma como uma hospitalização prolongada, podem apenas representar uma defesa.
As crianças com autismo têm uma característica: desinteresse pelas outras pessoas, não respondendo quando se chama pelo seu nome e evitando o contacto «olhos nos olhos».
A falta de compreensão das diversas formas de expressão que acompanham a fala – como a expressão visual, as rugas da cara, o sorriso (ou a zanga) e outros pormenores que nos permitem ver se uma pessoa está a brincar ou a fala a sério, se está alegre ou zangado, ou preocupado – leva a que a criança se feche num mundo dela, com total falta de empatia.
Muitas vezes, essa dissociação entre si próprios e a quem se referem quando falam deles leva a que, em vez de dizer «eu», digam «o Manel», «o Vasco», ou seja, se refiram pelo seu nome em vez de ser na primeira pessoa, como fator revelador de distanciamento até em relação a si próprios.
Para além da atração pelos movimentos repetitivos e rotativos, há uma diminuição da sensibilidade à dor, mas uma sensibilidade exagerada ao som, toque ou outros estímulos sensoriais, o que leva a um desagrado quando os pais (e especialmente outras pessoas) lhes tentam pegar, acariciar ou dar mimo.
Na síndroma de Asperger, por exemplo, as crianças revelam uma grande capacidade de aquisição de conhecimentos, podendo chegar quase à exaustão de um assunto, mas falta-lhes muitas vezes o doseamento emocional que leva a adequar o que se sabe ao que é realmente importante e pertinente.
Quais as causas?
Ainda não se conseguiu chegar a uma conclusão sobre as causas dos síndromes autistas, provavelmente porque haverá um conjunto de doenças diferentes, com causas também diferentes.
Os estudos da neurociência revelaram alterações na composição e no funcionamento do cérebro. Outros estudos referiram haver uma deficiência dos neurotransmissores, substâncias – como a serotonina – que facilitam a passagem dos estímulos e da informação entre os neurónios.
Uma coisa é certa: sejam quais forem as causas destas situações, os pais não têm qualquer culpa. Nem quanto à herança genética que transmitiram aos filhos, nem quanto à educação que lhes deram, práticas que tiveram ou eventuais erros e lacunas que (como todos nós) cometeram. É fundamental sublinhar isto vezes sem conta.
O que há a fazer?
 Com um tratamento e abordagem adequadas, há grande probabilidade de a criança poder evoluir para uma vida com maior autonomia. A adolescência é um período crítico, por razões óbvias. Face a um leque de sintomas desta ordem, há depois testes mais específicos que podem auxiliar ao diagnóstico – mas a visão multidisciplinar, que passa pelos neuropediatras, neuropsicólogos e psicólogos – , é essencial. A intervenção, depois, de um terapeuta da fala, de especialistas de psicomotricidade e outros técnicos destas áreas é essencial. Os terapeutas do âmbito da neuropsicologia, psicomotricidade e comunicação, entre outros, abriram novos horizontes para que, mesmo não se podendo modificar o funcionamento cerebral ou o «erro» que existe no «sistema operativo», se possam colmatar essas lacunas com aprendizagem de competências e de desempenhos. Uma coisa é certa: quanto mais cedo o tratamento começar, maiores as probabilidades de êxito e o tratamento só pode ser precoce se o diagnóstico for, ele mesmo, também precoce.
E se o apoio educativo e a inclusão escolar não faltarem, claro....

08/02/2014

Capítan Pku

Érase una vez un niño diferente, que no podía comer ni huevos fritos, ni croquetas de pollo, ni hamburguesas, ni pescado...
Este niño se llamaba Martín y sólo comía cosas de colores: naranjas, tomates, pimientos, zanahorias, judías verdes...
En la escuela el mejor amigo de Martín era Ahmed. Siempre se sentaban juntos en el comedor.
- Y tú ¿por qué nunca comes hamburguesas? –le preguntó un día Ahmed.
- Porque no me sientan bien. ¡Me pongo malo!
- Pues yo no puedo beber leche, porque se me hincha la cara y me pica todo el cuerpo –dijo Ahmed.
- ¿Por qué? –preguntó Martín lleno de curiosidad.
- Soy alérgico a la leche.
- Pues yo no puedo comer hamburguesas porque soy PKU.
- ¿Qué es PKU? –preguntó Ahmed.
- No lo sé... –y levantó los hombros.

Disponível para download gratuito 
http://www.guiametabolica.org/sites/default/files/conte_pku_cast.pdf


Era uma vez um menino diferente, que não podia comer ovos estrelados, nem croquetes de frango, nem hambúrgueres de vaca, nem os douradinhos do Capitão Iglo. Este menino chamava-se João, Vasco, André, Pedro ou Guilherme, ou era uma menina e chamava-se Ana, Rita, Catarina, Vera ou Luzinha, e só comia alimentos de cores, laranjas, pimentos, cenouras e tomates, feijão verde....

Desde que o João nasceu que sonho desenhar uma história simples em que lhe explique o principal sobre esta doença misteriosa que é a Fenilcetonúria, que o ajude a ver esta condição alimentar como sendo uma caracteristica que o torna mais um diferente entre diferentes, quero eu dizer que o facto de ser diferente é simplesmente a sua condição com a qual tem que lidar naturalmente e que se olhar em volta, o mundo está cheio de meninos que por as mais variadas razões, de saúde, de cultura, de religião, se alimentam de forma diferente. Sem desdramatizar excessivamente, porque compreender bem os riscos do não cumprimento do Planos alimentar é fundamental para a sua segurança., mas que o ajude a encarar de forma mais natural a diferença.

Enquanto não saiem os meus desenhos, vou aproveitar esta bela história do Capítan Pku que é belíssíma. Ou não tenha origem no Hospital de San Joan de Déu, o meu paradigma do que se faz de melhor em investigação e divulgação das Doenças Metabólicas. 

31/07/2013

Ai que friozinho na minha barriga !

O Andre como esta mt atrasado com a fala, a medica pediatra das doenças metabólicas, junto com a medica psicóloga do desenvolvimento decidiram que o melhor seria o André entrar este ano com 2 anos e 9 meses para o Infantário.
Claro que ja imagino a carrada de virús que vem pelo caminho com possiveis internamentos, mas terá mesmo que correr este risco , pois este preguiçoso é hum + hum, e falar nada(só papa, ola, e mais uma ou duas coisas), mas entende tudo, tudo.
Por agora no inicio só vai começar ir para a escolinha na parte da manha (9.00 as 12h), depois vem almoçar a casa, mas depois de se adaptar  tb irá da parte da tarde (13.30 as 15.30).

Agora a minha primeira luta esta em combater a maldita fralda ( não o aceitam com fralda no infantário publico)  que se ele andar por casa sem nada, sempre que tem vontade vai sozinho ao pote fazer o seu xixi, mas basta lhe colocar uma cuequinha, que ele deve pensar que é a fralda e la vem um xixi para a cueca.
E como ele não fala xixi nem cáca, vai ser um pouco dificil esta situação la na escolinha.

Como correu convosco?

Agora preciso de saber coisas essenciais que as crianças levam na sua mochilinha alem do lanchinho para meio da manha.
Devem levar alguma muda de roupa? Brinquedos deles? O que levam os vossos filhotes na mochila?
Que assuntos importante a falar com as educadoras sobre a doença deles, alem das restrições alimentares, febres, etc.
O Andre toma o leite/aminoacidos pelas 10.30h da manha mas sempre o tomou pela seringa, será que as professoras ou auxiliares tb lhe dão, ou terei de alterar os horários da toma e dar-he antes de entrar na escolinha?
Neste momento a ninha cabeça esta uma roda de duvidas, contem-me como se passa convosco?
Quando vão lanchar a meio da manha alguém o ajudará a tirar as coisas da mochila? Alguem lhe dara a fruta? O aminoacidos, o pão? Fica alguém de vigia a ver-los comer, para evitar que ele pegue nos lanches dos outros meninos?
Ele ainda é mt pequenino, e não esta preparado para fazer todas estas tarefas ainda sozinho, se entrasse só no próximo ano aí sim acredito que já saberia se desenrascar melhor, agora este ano não.

Obrigada e beijinhos Ana Paula

05/04/2013

O cesto de sexta feira do João - IV Semana

Sopa de abóbora butternut com coentros frescos e uma fritata de ovos com batatinhas novas, espargos verdes e pimento vermelho. Morangos ao natural.
A ementa no colégio: Sopa de grão com espinafres, panados de queijo e fiambre com arroz branco e salada, fruta da época.
Para a ementa do João: A mesma sopa de abóbora butternut com coentros frescos de ontem e uma fritata de ovos com batatinhas novas, espargos verdes e pimento vermelho. Para sobremesa, morangos ao natural, a minha fruta da época. Hoje, para além da sobremesa, qualquer semelhança com a ementa do colégio é pura ficção! 

Pensamento do Dia: Já chegaram os resultados do Doseamento e são excelentes! Desaparece a minha secreta "bolha" de ansiedade, uma nuvem que me persegue durante todo o dia quando os valores não estão bem. A minha vontade foi a de o compensar com uma dose das suas batatas fritas Mas não vale a pena exagerar e sim, vale a pena retomar alegremente a normalidade.

11/11/2012

Finalmente, a primeira semana completa.

A celebrar a primeira semana inteirinha de colégio,ao fim de dois meses. Segunda, terça, quarta, quinta e a sexta finalmente sem birra, ou não fosse o dia da Festa de São Martinho do Colégio! 
Na sexta-feira já não houve choro, quando o larguei de manhã, só trombas. É o momento verdadeiramente mau do dia. Saio destroçada e com vontade de o arrancar de lá, sem conseguir controlar a angústia e os remorsos de deixar o meu menino. Fico a contar o tempo para o ir buscar. Ao fim de dois meses, o João passou 90% do tempo em casa doente ou a recuperar de uma qualquer infecção. Em consequência, nunca conseguiu fazer a integração na sala, pois nunca ficou o tempo suficiente para criar laços com os amiguinhos e o corpo do Colégio. Aproveitei o regime de excepcionalidade que as Irmãs abriram para mim e tomei o pequeno almoço no claustro todos os dias, e estive o maior tempo possível na Sala, a ver os trabalhos e desenvolvimentos do pequeno.
Na sexta-feira que foi dia de castanhas (comeu quatro autorizadas!) e muita dança e alegria, foi o primeiro dia em que me senti pela primeira vez aliviada, leve e feliz por o deixar. Durante a tarde de festa esteve todo o dia a fugir de mim,  sempre atrás da Educadora, a dançar e a pular, ou a controlar-me à distância e nunca pretendeu sair e ir para casa. Uma vez iniciado o processo de integração não há volta atrás, seriam muito maiores os danos e iria dificultar gravemente a socialização da criança. Primeira semana, primeira Vitória!

08/11/2012

O Spaguetti à Bolonhesa da Mafalda

Ingredientes:
  • Cogumelos portobelo 138grs 
  • Tomate 332grs 
  • Cebola 38grs 
  • Alho 5grs 
  • Cenoura 55grs 
  • Pimento verde 19grs 
Preparação:
  1. Lavo os cogumelos e pico-os na picadora. 
  2. Ralo a cenoura. Tiro a pele e corto o tomate em pedaços muito pequeninos. 
  3. Pico a cebola.
  4.  Corto o pimento em pedaços pequeninos como a cebola.
  5.  Faço um refogado com a cebola e alho.
  6. Quando a cebola está transparente junto a cenoura e os pimentos e quando estes já estão refogados, junto os cogumelos. 
  7. Depois de estes já estarem mais cozinhados, junto o tomate. 
  8. Tempero com sal e pimenta a gosto.

O Caril de Cenoura com Manga da Mafalda

Ingredientes:
  • Cenoura  110grs
  • Couve-flôr  128grs
  • Nabo  93grs
  • Cebola  77grs
  • Alho  5grs
  • Coentros  6grs
  • Manga  60 grs
  • Coco  14grs
  • Leite de coco  3 colheres sopa
  • Natas  4 colheres de sopa
Condimentos:
  • Caril  3 colheres de café
  • Gengibre 1 colher café
  • Cominhos 1 colher café
Preparação:
  1. Cozer a cenoura, o nabo e a couve-flor, cortar em bocadinhos e reservar.
  2. Picar a cebola e o alho com azeite a gosto e juntar o caril, gengibre, cominhos e deixar refogar.
  3. Junte ao preparado leite de coco e coco ralado, tempere com sal e deixe cozer uns 10 minutos.
  4. Depois junte a este molho os legumes cozidos e a manga e deixe apurar no molho mais uns minutos e a seguir junte as natas e os coentros picados.
  5. Acompanha muito bem com um arroz simples, pois tem o molho óptimo do caril.
  6. Deu-me para 4 doses grandes.
Esta é uma adaptação de uma receita que gostamos muito de caril de camarão. Como o Pedro Maria é pequenino a única coisa que não adicionei foi o piri-piri nos condimentos, mas para maiores poderão colocar. Ficou muito bom, mas o Pedro estranhou o sabor e não gostou.

Espero que as vossas crianças gostem!
Mafalda

06/11/2012

Adaptação de (algumas) receitas

Tenho experimentado modificações simples e básicas em algumas receitas correntes da culinária portuguesa, para que o Vasco também possa saborear pratos que, à primeira vista e tal como são tradicionalmente preparados, estariam excluidos da dieta. Partilho convosco os (poucos) bons resultados que até agora consegui, e quando digo bons é bons para toda a gente!

Alho francês à brás. As quantidades que publico são para uma dose infantil (não esquecer de adaptar à dieta de cada um): refogue meia cebola pequena, 1 dente de alho e 1 parte de alho francês (64g) bem picadinhos em azeite. Quando estiver refogado acrescente entre 1 a 2 partes de batata palha (24g). Vá deitando umas colheres de molho bechamel hipoproteico previamente preparado na mistura até ficar com uma constência cremosa (igual à que daria o ovo). Retire do lume e sirva. Não é necessário juntar temperos porque a batata palha geralmente tem muito sal. Decore a gosto e sirva.
Para o molho bechamel: derreter uma colher de sopa de manteiga, juntar uma colher de sopa de maizena e depois juntar 1 pacote de leite hipoproteico e deixar engrossar. Não é necessário temperar quando é para ser utilizado nesta receita.
Bife au champignons: eu sei, eu sei, não é um prato tradicional português, mas é um clássico actual e bem saboroso por sinal. Basta fritar num pouco de manteiga um hamburguer de legumes (qualquer um) com 2 cogumelos brancos pequenos fatiados, temperar com sal. Quando os cogumelos estiverem cozinhados juntar 2 ou 3 colheres de sopa de natas. Envolva bem. Retire do lume e sirva.
Pataniscas: Pode utilizar batata normal ou batata doce. Utilizar a quantidade de batata que se quiser. Eu fiz assim, rale uma batata média no ralo mais grosso. Coloque a batata ralada em papel absorvente ou num pano de cozinha fino e tente extrair o máximo de liquido possível apertando (se utilizar uma batata doce não é necessário extrair o liquido). Coloque a batata numa tigela e junte 1 colher de sopa de cebola ralada e 1 colher de chá de maizena. Tempere com sal e misture bem. Unte uma frigideira antiaderente com azeite. Frite colheradas da massa espalmando bem com as costas de uma colher até ficarem douradas e crocantes. 
Bitoque: Umas batatas fritas, um cogumelo portobello grelhado e uma salada de tomate cereja e aqui temos um baby bitoque, que fez as delicias do Vasco.
Roupa velha: É um prato que costumo fazer muito em casa porque todos gostamos, apenas separo a dose do Vasco antes de colocar o bacalhau. Couve refogada em alho e azeite, com batata cozida acompanhada de umas belas azeitonas. Os ingredientes mais simples produzem sempre bons resultados.
O caldo verde da praxe não tem de ser adaptado a não ser que a batata seja muito restringida. Quando é o caso faço a base com mais chuchu do que batata (e mantenho a cebola e o alho). Fica igualmente cremoso e saboroso.
Queijadas: E por último uma ótima sobremesa. Umas queijadinhas. A receita é a da polenta doce e pertence à Clara de Sousa, jornalista e grande cozinheira. A intenção não seria essa mas o que é certo é que o resultado é identico às queijadas. Fiz a receita exacta e apenas substitui o leite pelo leite hipoproteico. Podem consultar a receita aqui https://www.facebook.com/notes/a-minha-cozinha-clara-de-sousa/receita-polenta-doce/401447913253940.
Quem não tiver acesso e queira experimentar posso enviar a receita por mail.
Bons cozinhados!

22/10/2012

O "Mundo" das Partes


Finalmente entrei no mundo da gestão das partes, que nesta fase inicial está a ser um desafio. Como gerir os ingredientes e preparar os menus de sopinha, digamos que é uma tarefa que me esta a tirar o sono! Para me ajudar criei um programa muito simples em excel, com base na tabela das proteínas que me ajuda de uma forma mais automática a distribuir as quantidade por cada ingrediente de acordo com as partes que ele pode ingerir. Mas ainda não consegui criar doses ajustadas á quantidade que ele come, mas devo dizer que ele esta a gostar dos novos menus, espinafres, brocolos, come com gosto! :)

Ele esta a ingerir 3 partes de vegetais+batata e 2 partes de fruta em cada uma das refeições, e em alguns produtos é muita quantidade. Não sei se posso reduzir as partes e ajustar ao que ele come, já perguntei á Dietista se o podia fazer, mas gostava de saber como é vocês fazem esta gestão e quais os métodos que costumam usar.

Beijinhos

18/10/2012

O primeiro mês de Jardim de Infância

Ao fim do primeiro mês, posso contar pelos dedos de uma mão os dias em que o meu João Pku foi ao colégio. E ainda sobram dedos... E em metade dos dias estive presente nas actividades. Já estava mais ou menos preparada para isto, e o Inverno ainda está longe! A tosse cavernosa teimou em não ir embora e as ordens do médico foram para só regressar quando estivesse completamente limpo. A minha agenda secreta pessoal foi-se por água abaixo e estamos de volta à vidinha de sempre. Maravilhosa, eu sei, mas o colégio era também uma hipótese bem divertida para ele e que me libertava para começar a pensar de novo na minha vida. Confesso um certo desapontamento, esperava que fosse mais fácil. Mas serviço, é serviço! O período de transição que eu já esperava longo e trabalhoso, está a revelar-se uma continuação linear da rotina de sempre. Para além do ar incrédulo com que o mundo em geral me brinda  a cada passo que damos na rua. E mais do que incrédulo, sinto as criticas nas minhas costas, a incompreensão habitual, se até a minha Mãe acha que eu estou a forçar! Mas não é verdade, sou completamente racional, não vai enquanto tossir de noite. É assim que eu sou a lidar com a doença do João, quadrada, cheia de arestas, inseguranças, estabeleço um plano e cumpro-o cegamente, surda aos comentários e criticas, às ironias das minhas amigas, "faz de ti gato sapato", e amanhã? Vai passear com a Mamã? Pois é, vai mesmo se tiver que ser. Às vezes apetece-me fazer um calendário e contar os dias que faltam, mas estou certa que a ampulheta virou e está já na sua fase final, que a libertação simultaneamente desejada e temida está iminente. 
Ao quarto e último dia que foi ao colégio, declarou-me que não queria ir, que queria que eu fosse e ficasse com ele na sala. Se alguém menciona a existência do colégio, força uma tosse cómica. A educadora é atenta, amorosa e disciplinadora, tem tudo para ser perfeito, e vai ser. Não sei muito bem é quando. A Primavera é o meu limite, e para já, o colégio será apenas um aquecimento até passar o Inverno que ainda nem chegou. Como eu previa, o problema do colégio não seria o Papão da alimentação diferente, mas sim os vírus e as tosses. A Persistência e a Paciência são os nossos segundos apelidos logo a seguir a Mãe. Amanhã volto a tentar.

21/09/2012

E ao terceiro dia....

Casa.Telefonema da escola ao fim da manhã " O João vomitou por três vezes". Cinco minutos depois, chego esbaforida à porta da Sala Azul e vejo-o sentadinho no tapete ao pé da Educadora. E Deus queira que seja só cansaço, ou uma manobra para vir para casa. A prova de fogo começou.

20/09/2012

O dia seguinte

O claustro do Colégio
Hoje seria a prova de fogo, mas para meu grande espanto foi com a sua colaboração que nos despachámos a correr para não chegar tarde ao colégio. Papa devorada, tudo prontinho e corrida pela rua até chegarmos pontualmente à hora. Mais uma vez fui convidada a assistir ao início dos trabalhos da classe. O tema das quintas feiras é o recorte à tesoura, o que é sempre um tema aliciante. Como na véspera, sentei-me numa cadeirinha próxima do grupo e assisti à canção da manhã seguida de uma pequena oração quase comovente (é um colégio católico mas aberto a todas os credos). O João não se quis juntar ao grupo, mas foi interpelado e respondeu correctamente relativamente ao tema do conto da véspera revelando que esteve atento. Recusou o bibe, não se sentou com os outros meninos no tapete, mas ficou agarrado a mim e um pouco irrequieto. Hoje, logo após a "hora do conto", assim como o cãozinho Lulu disse "Adeus" ao seu amigo Mulato, a João disse "Adeus" à sua Mamã e fui rapidamente convidada a desaparecer! Um beijo rápido, um abraço e o meu pedido para que comesse bem ao almoço  e até logo. Sem ondas mais uma vez. O meu tempo de presença foi reduzido a metade, mas também resolvi vir buscá-lo bem cedo e fazer um programa bem divertido à tarde. Assim foi, logo a seguir ao almoço, encontrei a Educadora, que entre gargalhadas me contou as aventuras cómicas do João na Sala, as malandrices, as manhas, mas que esteve impecável. Fiquei um pouco enciumada, não estou habituada a partilhá-lo com mais ninguém e gosto de ter o exclusivo das gracinhas e dos mimos, mas c'est la vie! Ele terá que crescer e eu que o soltar. Fez um desenho com os outros inspirado pelo cão Mulato, digitinta que adorou, comeu a sopa toda e metade do arroz e mais um figuinho. Estava super bem disposto e fez-me uma grande festa. Fizemos os dois um belo programa à tarde com o seu grupo habitual de companheiros de brincadeiras. Dei-lhe a papa do lanche mais cedo para evitar a indisposição de ontem. Contou-me alguns episódios dos meninos e da "minha professora", e ainda não foi desta que os problemas surgiram. Só para vos fazer entender o quanto me levaram a sério no colégio, ontem a Educadora quando me telefonou, perguntou-me se poderia dar água  a beber ao João. Amanhã será outro dia e a ementa do colégio é pescada cozida com salada camponesa e ovo cozido, não sei que faça de parecido porque estou com a batata posta de lado até ao próximo doseamento. Acho que vou repetir o crepe maravilha...
Queria também dizer-vos que apesar de ser uma Mãe Pku em Síndrome de Abstinência, a verdade é que hoje tirei barriga de misérias e passei a manhã calmamente a tratar de assuntos há muito adiados e ainda deu para dar uma voltinha a pé, almoçar sossegadamente, coisa impossível de acontecer com  o meu bicho pequeno, neste dia maravilhoso, neste Setembro abençoado. Estes quase quatro anos de dedicação absoluta, dia e noite. noite e dia, pois não tenho apoio de Avós ou outro, são muito esgotantes, e saber que podemos partilhar a responsabilidade com outros que ganham rapidamente a nossa confiança é também muito bom. Para eles que ganham novos mundos e para nós que também já fomos e somos mais do que Mães.

Hoje foi o dia

Foi hoje o primeiro dia em que o meu querido, amoroso, adorado João Pku entrou no colégio e na descoberta de uma nova vida. Não posso dizer que tenha corrido mal, para além da minha taquicardia e do vazio em que fiquei mal fechei a porta e saí do edifício. Entrámos no dia da semana dedicado à Motricidade, que sorte pensei! Aproveitando o convite da Educadora e a minha disponibilidade, fiquei duas horas presente para ajudar à transição que acredito que não será fácil. Os meninos e meninas, encantadores nos seus bibes cor de rosa e azuis, executavam exercícios de lateralidade e equilíbrio enquanto cantavam canções e batiam palmas conforme o desempenho melhor ou pior dos colegas de palmo e meio. Quando chegámos, os exercícios foram interrompidos e os meninos todos se sentaram no chão muito ordenados a ouvir a breve apresentação em que a Educadora introduziu o João, apresentando-o ao grupo e lembrando a todos que "este menino, era aquele de quem já todos sabiam que não podia fazer, o quê? Comer comida da escola, responderam em coro. Chegou uma menina atrasada que veio conhecer o novo amiguinho e logo foi questionada, o que é que o João não pode fazer? Falar!" Ri-me com os meus botões, mas fiquei bastante feliz porque desde o empregado da Portaria, ao Funcionário da Secretaria, todos me informaram de que já estavam avisados que o João tinha esta restrição severa. E todos com uma enorme simpatia, sem ares pungentes que eu detesto! O João entretanto não saiu do meu colo ou do meu pé, recusou-se a vestir ou sequer experimentar o bibe, mas esteve sempre de cara alegre e ainda por sua iniciativa meteu uma colherada nas perguntas das cores dos arcos que usavam para os exercícios. Na pausa para a merenda a meio da manhã, enquanto os outros meninos recebiam o pãozinho, o João comeu umas bolachinhas da Taranis enquanto aguardavam licença para brincar. Foi aí, na hora da brincadeira que fui discretamente convidada a retirar-me. Saí com uma despedida rápida e sem dramas e cá fora as Irmãs vieram a correr consolar-me, ao que me ri bem disposta mas preocupada com o seguimento. Deixei a sopa, o crepe com azeitonas e pimentos na cozinha e os figos e vi-me cá fora na rua, sem saber muito bem como reagir. Estranho, como as ruas me pareceram silenciosas... 
Mais tarde, a educadora telefonou-me para me dar o feed back da manhã, combinando as horas de saída. Quando o fui buscar, estava entretido a brincar com legos e quando me viu fez uma enorme festa. A educadora disse-me que tudo tinha corrido muito bem, sem ondas, mas que amanhã é que me preparasse para o embate. Que era muito obediente... Obediente? Perdão? Que primeiro milagre é este da educadora? Saí a rir com as novidades e mal pôs um pé na rua, passou o resto da tarde a fazer birras de tal forma que até pensei que estivesse doente. Depois percebi, não tocou na sopa, o crepe veio metade de volta, dos três figos, só comeu um pequinininho. Rapaz, deixa-te de birras que o teu mal é fome! A papa Nutribén (com os aminoácidos) do lanche foi devorada e a disposição melhorou 200%. Amanhã será a prova de fogo. Vou fazer um arroz de cogumelos para não destoar do arroz de frango, está decidido.

03/07/2012

Mais refeições

Aqui vão mais umas refeições novas do André.
Claro tudo isto  com dicas das nossas super chefs.
O nosso hambúrguer com umas batatinhas fritas, e para sobremesa em puré de maçã e laranja.
Salada russa temperada com azeite, e para sobremesa puré maça com morangos.
Arroz (do normal) de tomate com legumes cozidos ao lado ( couve coração e couve flor)
 Cogumelos frescos e bocadinhos de courgette laminada , grelhados em uma colher de azeite, alho em pó e salsa em pó com batata frita a acompanhar.
 Massinhas hipoproteicas de bonequinhos estufadas com vários legumes (Cenoura, tomate, pimento, Couve branca, couve flor).
 Massinha de letrinhas com molho de tomate, e legumes a acompanhar(cenoura, bróculo e couve flor)
 Sobremesa puré de maçã.

Tenho pena do André ainda rejeitar as saladinhas de tomate, pepino, azeitonas, tudo que não é cozinhado e  quentinho, basta colocar na boca que cospe logo fora como se fosse a comida mais horrível do mundo.
O mesmo se passa com a fruta.
Este malandreco só come a fruta de for reduzida a puré, caso contrario cospe logo fora. Mas toda a fruta mesmo .
Ele já está com ano e meio, os vossos meninos já aceitavam bem a fruta com esta idade???
Ele no ano passado comia mt bem melão, melancia, uvas, pêra, etc agora tudo que lhe dou a comer se não for passado não come.

Aproveito para perguntar a Paula se me pode explicar como se faz o molho à espanhola que aparece nas refeições que publicou? E a salada de Batata?

Beijinhos

06/06/2012

Mães em acção

o parque
Mães com crianças pequenas em casa pelos mais diversos motivos, que se encontram casualmente no parque infantil do jardim. Dinamarquesas em férias prolongadas em Portugal, inglesas expatriadas, portuguesas que por convicção ( e porque podem dar-se ao luxo de  ter essa opção), preferem acompanhar os primeiros anos do bebé a meio tempo nos jardins de infância. E eu, que resolvi optar pelo acompanhamento possibilitado pela Segurança Social ao meu Pku durante os primeiros anos. Há já bastante tempo que tinha reparado no grupo, porque me tinha parecido bastante heterogéneo, informal, leve e divertido e também porque apareciam sempre pelo mesmo horário em dias certos. Como tenho levado esta "redoma" com um certo fundamentalismo, quando via o parque ocupado com um grupo de crianças retirava-me, não fosse o João ser contagiado com uma qualquer infecção. Eu sei, podem chamar-me lunática, fóbica, sei lá o quê! Mas agora que se aproxima em contagem decrescente o grande dia da entrada no colégio, baixei a guarda e vou deixando-o brincar com outros miúdos. Mas voltando à história que acho deliciosa. Chegando ao parque infantil, fui rapidamente abordada por duas destas Mães, uma dinamarquesa e outra portuguesa, muito simpáticas, convidaram-me a juntar-me a elas às terças e quintas, pela mesma hora, no mesmo lugar. Com a opção de num dos dias se combinarem programas variados e alternativos como idas às Bibliotecas Municipais ou visitas aos jardins e equipamentos da cidade. Trocámos telefones e emails para os programas a serem combinados. Uma das Mães cantava e dançava com a filha de dois aninhos, o João pôs-se logo a dançar aos pulos de animação, outras estavam sentadas numa manta no chão com os miúdos a desenhar. Estou encantada com a ideia, em tempos procurei um atelier ou qualquer actividade que permitisse ao João conviver com outras crianças apenas umas horas por semana, mas a dificuldade em encontrar actividades alternativas na cidade de Lisboa durante o horário de actividade é muito grande. Ou são ateliers caríssimos ou são em horário pós-laboral. Assim resolvo dois ou três coelhos com uma só cajadada.Tenho o miúdo com o normal convívio com um grupinho restrito de crianças em ambiente aberto e arejado, vai despertando para o inglês, e tudo livre sem compromissos e importante, sem custos. O que vos parece, não querem também tomar a iniciativa de juntar um grupinho de Mães no parque e organizar actividades? Por vezes as soluções mais óbvias estão à frente do nosso nariz e nós continuamos à procura. A minha admiração pelos nórdicos aumenta, temos imenso a aprender com as outras culturas.

24/05/2012

Panqueca de abóbora e cogumelos, almoço de Verão

O almoço está servido!
Sugestão de Ementa para o almoço: 
Sopa deliciosa de beterraba servida à temperatura ambiente e panqueca de abóbora e cogumelos.
A panqueca minutos antes de desaparecer
 Continuando a loucura das panquecas, apresento mais uma variante muito simples e que no fundo resume todo o aporte proteico do segundo prato da refeição.

A receita é simples:
  1. Coze-se a vapor 55gr (1/2 Parte) de abóbora de cabeça ou manteiga (butternut) e escorre-se.
  2. Fatiam-se os cogumelos brancos ou Paris na quantidade desejada e levam-se a lume quente numa frigideira anti-aderente com uns pingos de azeite até ficarem dourados. Borrifam-se com uns pingos de água para manterem a humidade e temperam-se a gosto ( eu não lhes ponho tempero algum porque sendo frescos os produtos e tendo já colocado sal na massa, acho desnecessário).
  3. Prepara-se a massa da panqueca/crepe normalmente, versão Loprofin ou versão Bezgluten consoante as disponibilidades da dispensa
  4. Depois de bem misturados todos os ingredientes (a 4 mãos!), junta-se uma 1/2 parte de abóbora previamente cozida e muito bem escorrida. 
  5. Envolve-se a abóbora na massa até ficar incorporada e muito bem desfeita.
  6. Deita-se esta massa sobre os cogumelos na frigideira ainda bem quente, espalha-se a massa sobre os cogumelos e deixa-se dourar.
  7. Atira-se ao ar (agradece-se as palmas) e quando estiver dourada de ambos os lados, está pronta a servir.
  8. Barra-se com uma noz de manteiga (ou não!) e o almoço está pronto!
É uma receita muito prática para o tempo quente porque pode ser comida acabada de fazer ou levada na lancheira e comida à temperatura ambiente. E pode dispensar também a utilização de talheres, logo ideal para um piquenique! É muito apreciada pelo meu Pku que devora o almoço sem pestanejar.