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08/02/2016

Bolo "chocolate" (alfarroba) Adaptado do livro "Cozinha Vegetariana para quem quer ser saudável" de Gabriela Oliveira


Ingredientes

• 1 chav. farinha Loprofin
• 1chav. farinha maisena
• 1 chav. açúcar coco
• 3 c.sopa farinha de alfarroba
• 1c. sopa cacau em pó
• 1c. café gengibre em pó
• 1c. café bicabornato sódio
• 1c. sopa fermento em pó (utilizo o pacote que vem na caixa da farinha especial)
• 1chav. leite coco
• Meia chav. óleo + um pouco para untar
• 1c. sopa limão
• 2 ou 3 c. café de extracto baunilha


Preparação

Numa taça misturar os ingredientes secos (sólidos) e noutra os líquidos.
Depois verter a mistura líquida na mistura sólida e envolver.
Bater com varinha cerca de 1 min. até obter uma mistura homogénea.
Levar ao forno numa forma untada cerca de 25 a 30 min. a 180º C.

07/05/2014

5 anos de Pku

5 anos
Passados 5 anos de Blogue, passados 5 anos de Família Mutabólica, continuo a crescer com o João no centro da minha vida. Alguns obstáculos que me pareciam intransponíveis revelaram-se, afinal, pacíficos. Se alguém me dissesse há dois anos atrás, que iria conseguir fazer pão, para o João, pão bom, massa de pizzas deliciosa, eu pura e simplesmente duvidaria. Graças a este grupinho de Mães que tão generosamente investiga e partilha as belas receitas adaptadas e experimentadas em modo Pku. Nunca me cansarei de lhes agradecer a todas, sem excepção e sem fronteiras. Neste capítulo pensamos de forma global e procuramos sempre a conciliação.
A integração social no colégio correu de forma relativamente pacifica, exceptuando as malditas viroses e algumas crises de mal estar com que o João enfrenta na hora da refeição. Não sei se por a diferença das ementas ser a que se sabe, ou se as regras de disciplina à hora de refeição serem demasiado rígidas, com castigos para quem se atrasa,etc. Não há bela sem senão. O Colégio é maravilhoso e a confiança que tenho no dia a dia é perfeita. Sei que ali tudo só poderá correr bem, que a atenção é focada e individualizada, que todos o conhecem e que a questão da alimentação merece o acompanhamento devido sem ondas ou dramas. A pesar do esforço comum, suspeito que o João sente a "insularidade" de ser Pku e se ressente. Não o impede de ser uma criança feliz e muito comunicativa, mas na hora do almoço e nos momentos das festas, ele está na sua ilha, com os seus bolinhos, as suas pizzas, o seu pãozinho especial, as batatas fritas, as gelatinas e as gomas. Compreender e ajudar, tentar suavizar este confronto com a diferença na hora das refeições, é o que podemos fazer. Pode ser que saia mais forte deste processo inicial e que seja uma etapa vencida para o futuro. E estamos em casa, até agora.
Entro este ano numa nova fase, a entrada no ensino oficial e a adaptação à Escola propriamente dita. Para não variar, sofro por antecipação com a perspectiva de mudança, o segundo passo importante do processo de socialização, a Escola. O João é um menino do Natal e por esse motivo tenho-me dividido na tentação de prolongar mais um ano de sossego no colégio ou o enviar tão novinho ainda com 5 anos para a Primária, ou o Primeiro Ciclo do Ensino Básico. Dividem-me os argumentos da possível imaturidade de ir ser o mais novinho da turma e ainda ter algumas questões da autonomia por resolver ou no outro prato da balança, o desfio de o ver crescer mais depressa, o desafio de o ver dar o passo da leitura que tanto o fascina e tudo o que vem atrás. Aguardo ainda o sábio conselho do médico de Desenvolvimento do HSM para tornar definitiva a minha decisão. 
Será que as questões de segurança da alimentação não vão correr maiores riscos por ser ainda tão novinho? Preocupa-me imenso pensar na escassez de recursos humanos que as Escolas hoje em dia oferecem. Será que vai haver um plena compreensão da parte da Escola do problema do João e dos riscos inerentes ao não cumprimento do Plano Alimentar. Não lhe posso ainda exigir o discernimento e a responsabilidade necessárias nesta situação e parece-me que a vigilância e acompanhamento na hora da refeição serão um problema simples de resolver se houver uma Escola à altura.
A apofen, dispõe aos seus associados um serviço que poderia ser muito útil nesta fase, o contacto com a Escola, com uma apresentação do doença e suas implicações. Um caso que ainda irei ponderar porque agora em fase de transição, volto a deparar-me com as dificuldades e o receio de não ser compreendida. On verra.

O Blogue continua para mim a ser uma fonte de alegria e este ano faço questão em que algumas das actividades conjuntas sejam mesmo cumpridas. A Chef Paula Viegas e eu já andamos a discutir o planeamento há que tempos!

Retomar os maravilhosos mercados. Na verdade, o Senhor Inverno não é muito amigo de actividades fora de casa, mas a bela Primavera já estoirou em pleno e os mercados exigem a nossa presença barulhenta e alegre. O mês de Maio está aí e as manhãs de Sábado nos mercados em Lisboa estão de volta! Maria João, Joana, Mafalda, Sónia, Isabel, Mães em geral and friends, estamos de volta? Com montes de saudades.

O Piquenique de Verão a exigir a nossa atenção, já tem sido tema de conversa com a Chef Paula Viegas, e já há sugestões de parques e jardins na mesa. É nesta altura em que se aceitam e agradecem sugestões.

Maio será também o mês em que O Hospital de Santa Maria retomará as Sessões para Pais com o Serviço de Dietética. Esperamos ansiosamente o anúncio da data e as novidades que sempre por lá acontecem.

Aguardamos também novidades da prometida Escola de Cozinha da apofen em Lisboa e mantenho a minha oferta de disponibilidade para ajudar a encontrar e marcar um lugar atempadamente. Seria muito bom!

O Primeiro trimestre do ano já passou mas agora voltamos em força com imensa energia e vontade de fazer as coisas acontecerem.

Bem Hajam!

Sofia

02/01/2013

O Bolo de Bolacha para todos

Quatro velas para quatro maravilhosos anos
O meu rapazinho fez quatro anos em vésperas natalícias e este ano, com a firme determinação de fazer um bolo de aniversário que desse para toda a família, resolvi atirar-me à receita de Bolo de Bolacha e adaptar de forma a que os ingredientes especificamente hipoproteicos fossem eliminados da receita. Já tinha anteriormente feito a experiência do Bolo de Bolacha Hipoproteico, utilizando as bolachas da aproten e o resultado tinha sido bom. Mas, nessa altura tinha feito um Bolo de Bolacha para os crescidos, e um mini-bolo de bolacha à parte para o João. Desta vez, o objectivo era cumprir todos os objectivos num só Bolo, e assim foi. A chave para o problema residiu na utilização das bolachas Maria sem glutén da Schar, Estas bolachas que comprei no Celeiro, são próprias para celíacos, mas como têm um valor relativamente baixo em proteína 1,8/100gr, no meu entender, podem ser introduzidas calculadamente na dieta. O João pura e simplesmente adora-as e eu também as acho com um sabor excelente.

Ingredientes:
  • 200 gr manteiga sem sal
  • 200 gr de açúcar de preferência em pó
  • 3/4 chávenas de café forte (depende da quantidade de bolachas utilizadas)
  • 2 pacotes de bolachas Maria sem glúten da Schar 
Preparação:
  1. Deita-se numa taça, a manteiga à temperatura ambiente juntamente com o açúcar e bate-se à mão com uma colher de pau durante cerca de meia-hora, até o açúcar ficar incorporado num creme. 
  2. Junta-se uma chávena de café forte e continua-se a bater até ficar macio e uniforme (deve poder utilizar-se um robot de cozinha, mas eu faço sempre à mão)
  3. À parte, tem-se uma taça com duas a três chávenas de café forte e açucarado à temperatura ambiente
  4. Molham-se as bolachas no café e dispõem-se num prato muito juntinhas em duas camadas
  5. Com uma espátula ou uma faca cobrem-se as bolachas até ficarem completamente unidas
  6. Repetem-se as camadas e por fim cobre-se tudo muito bem, também pelos lados com o creme de manteiga
  7. Decorei com Rainbow Sprinkles, ou granulado muti cores, da Schur Fine que comprei no Liberty e é feito de açúcar, amido de milho etc com valor proteico 0/4gr.
O João adorou o bolo de aniversário e todos partilhamos o Bolo, objectivo cumprido. Uma única ressalva, as bolachas Maria da Schar têm que ser muito bem embebidas no café, porque a sua consistência é mais consistente do que as bolachas Maria normais e por esse motivo ficaram um pouco duras. É assim, tenho que melhorá-lo! Mas, melhoramentos à parte, tudo afinal correu bem.

(Nem vos conto da noite desesperada que tive com a creme de manteiga deslaçado. Nunca me aconteceu antes, foi direitinho para o lixo. E fiquei até às tantas a fazer um novo. Ossos do ofício!)