People who are different change the world

06/02/2020

Como fazer uma alheira hipoproteica caseira


Pensar na alimentação do Vasco fez-me reflectir muito e descobrir um mundo novo, porque tive de pensar nela de raiz.
Há dez anos não havia quase nada que pudesse servir de base à confecção de receitas para ele, saborosas entenda-se, e isso para mim era essencial: a alimentação é a terapia do Vasco e ninguém faz uma dieta se não gostar daquilo que come.
É certo que o gosto educa-se, mas eu também não queria que o meu filho fizesse uma alimentação monótona, muito diferente daquilo que era a nossa alimentação familiar e distante da tradição gastronómica portuguesa.
É que para mim alimentação também significa cultura, sentimento de pertença a um país, a uma família e afecto.
E a cozinha é o "campo" onde eu sei que tenho armas para lutar e onde posso controlar um pouco aquilo que não posso vencer.

Tudo o que disse fundamenta em larga medida as receitas que vou divulgando.
Pertenço a alguns grupos virtuais de culinária hipoproteica e vegan. Num desses grupos deparei-me com uma ideia fantástica de um vegano de trás-os-montes (só podia...) para confecionar uma alheira caseira,  totalmente vegan, usando folha de arroz. Pensei logo, ora aqui está uma ideia luminosa para o que pretendo. No fundo pesquisei a técnica, facílima, e tratei de pensar no recheio que devia ser o mais hipoproteico possível, porque uma alheira acompanha-se é com batata frita e teria de haver espaço "proteico" para isso.

E assim nasceu esta receita, que o Vasco gosta muito e nós família também. Aliás, eu faço para ele e para mim igual porque, em termos de alheiras vegetarianas que já provei, esta é a melhor.
E aqui está a receita:
Ingredientes para uma alheira:
50g de beringela triturada na picadora
20g de cenoura ralada
1 cebola pequenina picada
1 fatia de pão hipoproteico, de véspera, triturado
1 colher de café de colorau
1 punhado de azeitonas picadas grosseiramente
1 dente de alho picado
1 colher de sopa de farinha hipoproteica
água qb
sal, pimenta e azeite a gosto
1 folha de papel de arroz
Refogue a beringela com a cebola, a cenoura e o alho num fio de azeite até dourar.
Junte as azeitonas picadas, o pão, a farinha e os temperos. Mexa por uns instantes e vá juntando colheres de sopa de água uma a uma até ficar com a consistência de "migas" (ver fotos). Retire do lume e deixe arrefecer.
 
Humedeça a folha de papel de arroz e coloque em cima de uma tábua ou prato. Coloque o preparado moldado. Corte os excessos da folha de arroz deixando cerca de 5cm à volta do preparado. Enrole cuidadosamente e ate as pontas com fio de culinária tendo cuidado para não romper.
 
Grelhe numa frigideira com um fio de azeite.
Acompanhe com batata frita.

Bom apetite e viva a culinária portuguesa e hipoproteica!

Paula Viegas

03/02/2020

Mudança de fórmula (MSUD)

 Kit de experiência MSUD Express 15 fornecido pela nutricionista.

Bom dia, hoje vim relatar-vos qual é a minha relação com a fórmula metabólica e como correu a experiência com a fórmula MSUD Express 15 da Vitaflo.
Para quem é novo aqui, eu sou a Catarina e tenho 25 anos, sou portadora de leucinose neonatal a forma mais grave da patologia.

23/01/2020

A educação do gosto, o arroz - Parte II

Pintura século XVII - Naturezas mortas - José D'Ayala Figueira
A alegria da conquista do arroz de final de ano, desapareceu. Após dois fins de semana a partilhar do nosso arroz de legumes em almoços familiares, os valores de phe voaram para bem alto, 9 e picos, deixando-me bastante desanimada e quase incrédula relativamente a este desaire. Na verdade, embandeirei em arco e deixei, naturalmente, festivamente! que o arroz entrasse no prato sem grande medição e controlo. Estava a ser um final de ano em grande; abandonado o Aptamil, substituido por leite de arroz, passo a que o meu pequeno aderiu entusiasticamente, trocado por um triângulo de queijo la vache qui rit, em grande estilo. E seguidamente a estas conquistas a cereja no topo do bolo, o arroz.
A minha bolha de alegria, foi-se. Mas ficam os triângulos de queijo duas vezes por semana, a fazerem o gozo dos lanches. Após boa ponderação, vamos dar mais um intervalo de meses, e depois voltamos a tentar. 
Meses ou um ano. Aqui fico um pouco desalentada. Mas não vai virar um tabu. Não juro, que não volte a tentar num qualquer dia destes.
Consolo grande, foi ter feito o arroz hipo com brócolos, e o miúdo ter ficado com ar tão feliz, ter repetido e dito com todas as letras: Mãe, gosto tanto do meu arroz, posso repetir?
Acho sinceramente que ele gosta mais do arroz hipoproteico do que do nosso arroz, e esse é um facto extraordinário, a educação do gosto. É bem real e tem as suas óbvias vantagens.

Alguns factos: O arroz é um cereal, nutricionalmente rico em hidratos de carbono, ferro, vitaminas B1, PP e ácido fólico. É um alimento quase completo, faltando-lhe apenas algumas vitaminas – A, C e D, e alguns aminoácidos, como a lisina. O arroz cozido é facilmente digerível, não contêm colesterol nem glúten e, por isso, é aconselhável para a alimentação infantil, para os doentes celíacos (intolerantes ao glúten) e até para os diabéticos. são ricos em metionina e pobres em lisina. Desta forma conseguimos garantir a ingestão proteica de excelência, com a vantagem de esta combinação não contribuir para o consumo de gordura saturada. Este alimento é, também, um grande aliado dos consumidores de regimes vegetarianos. Tem 2,7g de proteína por 100gr de arroz branco cozido.(site da APN)

05/01/2020

Workshop de cozinha hipoproteica

Caros amigos metabólicos,

Antes de mais um Bom Ano para todos, repleto de saúde, amor e boa comida!
E para começarmos o ano com o pé direito venho divulgar aqui uma iniciativa promovida pela Unidade das Metabólicas do Hospital de Santa Maria, pela qual eu e muitos de vós ansiávamos há algum tempo: um workshop de cozinha hipoproteica!

O workshop de cozinha hipoproteica vai realizar-se no dia 18 de Janeiro, das 9:30 às 14:00, na casa do Jardim da Fundação do Gil - Avenida do Brasil, no 53 em Lisboa.

O Hospital tem estado a enviar os convites via e-mail, por isso estejam atentos, porque as inscrições devem ser efectuadas até ao próximo dia 11 de Janeiro para o email unidade.metabolicas.pediatria@chln.min-saude.pt

E quem vai fornecer e orientar as receitas do workshop sou eu própria, que, apesar de tremer como varas verdes com a responsabilidade, estou super feliz com esta colaboração.

Um muito obrigada desde já ao Hospital de Santa Maria, às nossas queridas médicas e à nossa super dietista Sandra Mexia, por esta iniciativa tão especial.

 Espero ver-vos por lá!

Beijinhos

Paula Viegas


17/12/2019

O arroz e nós, nós e o arroz - As conquistas PKU de 2019

Campos de arroz do Mondego - as nossas raizes arrozeiras

É dezembro e o João iniciou o arroz na sua alimentação. Ao fim de 10 longos anos em que por decisão conjunta com o CT, não o fizemos. Entramos numa nova fase em que deixamos o Aptamil de lado e estamos a introduzir algumas novidades, aproveitando a onda de bons valores consecutivos.

É para mim um passo de gigante, por vários motivos e de vária ordem. 
Somos arrozeiros lá em casa, arroz branco simples, arroz creoulo, arroz de ervilhas, arroz primavera, arroz de legumes, arroz de tomate, arroz de pimentos, arroz de cogumelos, arroz agulha, arroz carolino, arroz de açafrão, já sonho com as mil variedades de arroz que lhe vou fazer.
Ao fim de anos a lutar com o arroz hipoproteico, para conseguir resultados satisfatórios, posso mesmo dizer bons, o João come muitissimo bem o arroz hipoproteico e em boas quantidades, vamos finalmente partilhar mais esta base da nossa alimentação. A graça é que nas minhas tentativas de melhorar o meu trabalho com o arroz hipoproteico, que começou por ser uma argamassa de betão branco, passou ainda pelo estado critico "unidos venceremos", até chegar a um arroz apetitoso ligado o q.b., parecido com um risotto, saboroso e quase sempre em tons de amarelo de açafrão, rico em legumes, com uma noz de manteiga ou não, aprendi novas técnicas que aplico no nosso arroz comum.
Começamos muito bem, no Sábado, almoço em familia,com um arroz de refogado, com cenoura, couve coração e pimento vermelho, by Mamma. O João gostou logo, de imediato, sem reservas. E atenção, que o moço é dificil! O meu coração rejubila.
No Domingo, foi o pai que fez o arroz, agulha, simples com refogado de cebola e alho. O João comeu muito bem, mais uma vez sem reserva.
No fim do almoço, perguntei provocatoriamente, qual dos dois tinha mais apreciado. A resposta foi sábia, dos dois, diferentes mas dos dois igualmente.
* Pais, o alho deve ser evitado na alimentação hipo-Pku!

12/12/2019

Uma aventura metabólica na ilha das Flores

O ser humano só dá valor às coisas mais simples quando essas faltam.
Eu fui um desses seres humanos que sentiu a falta de entrar num supermercado e encontrar as prateleiras repletas de legumes frescos e com aquele aspeto delicioso.

18/10/2019

Desafio convívio de Pkus+metabolicas 2019. No jardim da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa

Vamos marcar no Calendário um mini mini encontro de Metabólicos para matar as saudades, que já são muitas?

Fazendo votos para que o bom tempo esteja connosco, estaremos à vossa espera, para podermos aproveitar o maravilhoso parque com as crianças ou simplesmente ficar na cafetaria à conversa.
Quem quiser e puder levar uns bolinhos hipoproteicos (ou o que vos sair na inspiração, para dar a provar, maravilha! Entre as 15 horas e as 18 horas, estaremos por lá a matar saudades, que já são muitas! e a conviver com muito blablá e boa disposição a ver como os nossos meninos deram um pulo desde a última vez e a reforçar os laços que já são bem fortes desta nossa pequena, mas muito querida Família Mutabólica.

Dia 9 de Novembro, das 15 horas até às 18 horas na Cafetaria do Centro de Arte Moderna em Lisboa, lá vos esperamos com um sorriso. Se estiver um sol morninho, cá fora na esplanada senão no interior da cafetaria.

Centro de Arte Moderna localiza-se junto à Praça de Espanha inserido nos jardins da Gulbenkian.

21/01/2019

Pudim de leite condensado de côco


Quando encontrei a primeira lata de leite condensado de côco comecei logo a sonhar adaptar as receitas típicas portuguesas que levam a versão feita com leite de vaca: serradura, baba de camelo e especialmente pudim. Haverá doce mais básico e português do que um pudim?! (deve haver mas esqueçam isso agora ;))
Por esse esse mundo virtual afora encontrei uma receita vegan de pudim que serviu de base para esta que vos trago. Abençoada internet e abençoadas pessoas que partilham generosamente as suas receitas, sabedoria e experiência com os outros. E porque é assim que se evolui "devolvo" ao mundo virtual o resultado das minhas experiências, dedicadas à comunidade metabólica.

Receita (preparar na véspera):
1 lata de leite condensado de côco Nature's Charm (0,8g de proteína por 100g - 1 lata 2,56g de proteína)
2 embalagens de natas Schlagfix (0g de proteína). Nota: também pode ser um pacote de natas vegetais e um de natas normais, mas acrescenta 4g de proteína à receita, neste último caso.
400ml de leite vegetal da vossa preferência (usei de caju - 0,9 de proteína em 100ml/total 3,6g de proteína)
3g de agar-agar em pó (usei uma saqueta e meia de agar-agar da marca Vahiné - 0g de proteína)
açúcar qb para caramelizar

Cubra o fundo de uma forma de alumínio (24cm de diâmetro) com açúcar, salpique com um pouco de água e leve ao lume a caramelizar. Quando ficar da cor de caramelo médio retire do lume e espalhe pelas laterais da forma. Reserve.
Entretanto misture todos os ingredientes do pudim numa panela e leve ao lume até ferver por dois minutos (calcular o tempo de fervura consoante as indicações da embalagem da agar-agar).
Retire do lume, deite na forma caramelizada e deixe arrefecer. Quando arrefecer levar ao frigorífico de um dia para o outro.
Quando for servir mergulhe o fundo da forma por breves instantes em água quente para soltar o caramelo e inverta a forma sobre o prato em que servir.

Quantidade total de proteína da receita com os ingredientes acima indicados: 3,16g (se usar um pacote de natas de leite de vaca é 10,16g de proteína). Rende cerca de 15 doses normais de pudim, sendo cada dose 0,21g de proteina/10,5 de phe (se usar um pacote de natas de leite de vaca uma dose tem 0,68g de proteína/34phe).

Produtos usados na confecção, que se vendem na Terra Pura e na loja online Evervegan em https://www.evervegan.pt



Nota: Receita especialmente indicada para impressionar familiares/amigas(os)/namoradas(os) cépticos :)

Bom apetite!

Paula
 

02/11/2018

A escola e o refeitório - A primeira semana do João

Cumpri esta semana um dos meus objectivos do ano, a participação plena do João nas refeições da escola. O meu menino da lancheira vê a partir desta semana a sua lancheira muito diminuída pois a partir de agora vai comer a sopa da escola, a salada e a fruta. A não ser que a sopa seja de feijão, ou grão ou que tenha massa.
O João Pku, agora com 9 anos e no 5ª ano do liceu, entra na fila do refeitório com os amigos da turma, passa o cartão carregado de refeições, agarra no tabuleiro como os outros, nos talheres, no copo, as funcionárias servem-lhe uma malga em aço inox cheia de sopa,  um prato com muita salada e uma peça de fruta.
-Mãe, a fruta é horrível, manda-me fruta de casa!
- Não quero saber, tiras uma peça de fruta como os outros. Se não te apetecer, guardas e comes no lanche.
Ninguém sonha a felicidade que me provocam estas reclamações! Hoje mandei-lhe na lancheira, uma caixinha cheia de melão, duas mini-bôlas de legumes para completar o prato e os lanches, claro.
Com a professora responsável pelo refeitório, pude conhecer as senhoras que servem as refeições, apresentar o João, ensiná-lo a usar o microondas da escola, explicar brevemente as limitações do plano alimentar. A professora, que por acaso se chama Juliana ( um nome perfeito para tratar destes assuntos!), demonstrou grande sensibilidade relativamente à doença do João, e contou-me que também tem na sua família directa um caso de doenças hereditárias de transmissão genética. Somos muitos os Raros! Tenho que sublinhar o tratamento VIP que foi dado ao João por esta escola que afinal me está surpreender tão agradavelmente. Para simplificar o quadro do João, colocou-o na lista dos vegetarianos, o que me pareceu bem, apesar dos riscos.
Saí da escola depois de ter comprado as primeiras refeições do João, com creme de cenoura para quarta-feira e caldo verde para o dia de hoje. João, não comes a rodela de chouriço!
O panelão de sopa tinha óptimo aspecto, a mega taça de salada cheia das cores preferidas do João, couve roxa (yupiii!) beterraba (espectáculo!), tomate e sei lá mais o quê!
E a cereja no topo do bolo, cruzei-me com as funcionárias do refeitório agora de manhã e para meu espanto quando as cumprimentei e agradeci as atenções com o João, responderam-me as duas;
_ Mãe, não se preocupe, ele é como se fosse nosso filho, vamos preparar a salada à parte e servir a sopa com a malga cheia. Nós somos mães e sabemos como é a vida.

Hoje o meu coração está cheio de alegria e gratidão por tudo isto e quero partilhar convosco esta esperança no futuro e no presente.
Não posso deixar de referir que estas duas senhoras amorosas, vou jurar que são caboverdeanas de origem, com a expressão mais simples e natural de maezonas, me deram uma lição de humildade e amor ao próximo.
Há esperança enquanto houver humanidade nos nossos corações.
Sophia

29/10/2018

Workshop da Nutricia - A Cozinha Verde


A equipa da Nutricia é absolutamente extraordinária e todos os anos oferece às familias metabólicas a melhor oportunidade para se encontrarem à volta dos tachos e terem momentos de aprendizagem, partilha e e confraternização. Eu confesso que adoro estes workshops e que tenho uma gratidão imensa a esta equipa que tanto nos tem apoiado desde o primeiro dia que entrei no mundo das metabólicas. 
Este ano tivemos uma visão privilegiada do mundo da Cozinha Verde, o mundo Vegan que tanto acarinhamos porque nos abre caminhos que nos pareciam impossiveis e nos proporciona produtos  em mercado livre, raros de encontrar. A Filipa Range é uma Chef Vegan e uma mulher encantadora, muito bem acompanhada pelo Chef Leandro. Uma dupla de excelência.

O modelo é perfeito, organizamos-nos em equipas com o objectivo de preparar os pratos da ementa do almoço que já estão previamente divididos e com todo o material à disposição. A dupla de Chefes, Filipa e Leandro distribuem.-se pelos grupos a orientar, ajudar e ensinar os truques. Este ano na minha equipa pude conhecer uma mãe nova neste grupo, que veio de longe para mergulhar na cozinha hipoproteica e suas maravilhas e dificuldades. Confesso que a parte das dificuldades, nesta fase já nem a sinto, com o João com 9 anos, estamos completamente adaptados à cozinha hipoproteica, o que me falta mesmo é tempo!

O João antes de sairmos: Mãe, como estão os meus valores nesta semana?

Eu: Estão óptimos, muito baixinhos!

João: Excelente! Assim posso comer tudo o que eu quiser?

Eu: Sim!

Algumas guidelines que sublinho na confeção dos alimentos que recomendo vivamente, o cozer a vapor, a utilização de produtos da horta biológicos (sem fundamentalismos!), o uso do azeite preferencial, o sal marinho com parcimónia, as ervas frescas e desidratadas, etc, etc.

Registo alguns pratos e momentos do dia.

Chefe e mini chef
Bolinhas energéticas de tâmaras, côco e cereais de chocolate! O máximo
Tarteletes de banana e alfarroba. Oulala!
Momento desportivo para a aliviar as tensões do dia de trabalho
Momentos mexicano , Olé! Adorámos as panquecas verdes que desapareceram num ápice. Claro ou não tivessem tido as mãos de fada da nossa Paula Viegas.
Só de olhar começo a ficar com fome! Panquecas verdes!
A massa oriental absolutamente deliciosa!
O caviar moscovita!
Haloween!
Tenham muito medo! Os miolos saem por todo o lado!
O nosso herói mais fofo a atacar uma bola energética!
A mioleira à vista
Para comer antes da educação fisica ou para acompanhar o café. Não sei, adorei.
O almoço versão infantil 
Três amigos de longa data
Obrigada Nutricia! Obrigada do fundo do coração.

https://acozinhaverde.blogs.sapo.pt/

05/09/2018

Rolo de Legumes





Rolo de legumes foi das primeiras receitas que fiz para o Vasco e que também fiz num almoço pku já muito longínquo.
A receita original publiquei inicialmente aqui http://pkumetabolicas.blogspot.com/2012/02/rolo-de-legumes.html, mas ao longo do tempo tenho vindo a fazer pequenas alterações para melhorá-la porque nunca estou satisfeita.

Já experimentei outras receitas de rolo de legumes, bem mais saborosas na minha opinião, mas o Vasco gosta é desta, portanto desisti por ora de fazer outras e resolvi actualizar a receita aqui no blog porque, com o regresso à rotina da escola, precisamos de receitas práticas e saborosas.

Ingredientes: (as partes a que faço referência é da tabela pku):

86g de courgette com casca ralada no ralo mais grosso (2 partes)
110g de cenoura, ralada no ralo mais grosso (1 parte)
1 tabuleiro de 200g ou 250g de cogumelos marron ou portobello, sem o pé e picados (pesar depois de arranjados, consoante o peso assim se calculam as partes)
1 cebola média picada (cerca de 1 parte)
100g de arroz normal cozido(conto como 4 partes)  + 50g de arroz hipoproteico bem cozido, ambos triturados (pode-se utilizar só arroz hipoproteico, mas não aconselho porque perde-se no sabor)
2 dentes de alho picados (1 parte)
50 g de pão hipoproteico triturado até ficar em migalhas
azeite qb
sal e pimenta a gosto
1 colher de sopa de molho de soja ou molho inglês
1 colher de chá de mostarda de Dijon
1 colher de sopa de ketchup

2 colheres de sopa de farinha hipoproteica

Coloque azeite numa frigideira e adicione a cebola, a cenoura, a courgette e os alhos. Salteie até ficar dourado. Junte os cogumelos picados e deixe refogar até ficar dourado e seco. Tempere com sal e pimenta e reserve até arrefecer. Depois de frio triture a mistura de legumes na picadora. Triture o arroz frio na picadora e junte aos legumes. Junte as migalhas de pão, os temperos e a farinha e misture bem. Espalhe o preparado na bancada forrada com um pedaço de película aderente de modo a formar um rectângulo. Recheie a gosto (geralmente faço com fiambre e queijo violife) e enrole de modo a formar o rolo apertando bem com a película. Leve ao frigorífico uma ou duas horas para ficar mais firme.



Unte uma assadeira, retire a película do rolo e coloque-o cuidadosamente na assadeira. Numa tigela misture bem uma colher de sopa de ketchup e uma colher de chá de mel. Pincele esta mistura no rolo e leve ao forno pré-aquecido até dourar, cerca de 30m (vá vigiando, se ficar muito tempo no forno o rolo acaba por perder a forma).
Sirva imediatamente. O que não for consumido na altura pode ser fatiado e congelado. Se congelar basta aquecer as fatias no microondas e está pronto a servir.
Bom apetite!

24/07/2018

Salsichas


Salsichas são daqueles "alimentos" práticos e rápidos de utilizar, que dão para um sem número de utilizações, como cachorros, para churrasco, folhados, para enrolar em couve, colocar na pizza, etc..
A variedade enlatada (ou "enfrascada") é, como sabem, processada até mais não, por isso é melhor nem lerem a lista de ingredientes, se querem continuar a utilizar :)
Até agora, encontrar salsichas prontas vegan e com baixo teor proteico é uma missão impossível, por isso, seguindo à risca um conselho que me deram há muitos anos: quem quer faz!
O Vasco continua a gostar das salsichas de beterraba, cuja receita já coloquei aqui, mas confesso que eu não estou completamente satisfeita com esta receita, porque ficam frágeis, não dão para churrasco, desfazem-se no pão.... enfim só mesmo no prato.
Por isso tinha de arranjar uma variante mais consistente, que desse para mais utilizações.
A receita que publico é uma adaptação de uma publicada num grupo do FB e resulta muito bem a nível de sabor e consistência.

Ingredientes:
220g de puré de cenoura (para obterem o puré descasquem e cortem em pedaços mais ou menos 250g de cenoura, cozam em água e sal até ficarem tenras e reduzam a puré)
150g de farinha loprofin
40g de puré de batata em flocos (calcular a proteína/phe consoante a marca)
1 colher de sopa de substituto de ovo
1/2 colher de chá de alho em pó
1/4 colher de chá de paprika fumada ou colorau
1 colher de sopa de massa de pimentão
1 colher de sopa de caldo para tempero (uso marca Bisto ou Herbamare)
sal qb
(podem escolher os temperos a gosto)

Misturar os ingredientes todos. A massa fica a parecer plasticina. Molde as salsichas e envolva-as em película aderente (daquela para microondas) embrulhando e ajustando bem. Ate as extremidades com fio próprio para culinária.

Entretanto coloque uma panela de água ao lume. Quando estiver a ferver junte as salsichas e deixe ferver durante 10-15m.

Retire as salsichas e deixe arrefecer um pouco. Remova a película aderente e deixe arrefecer completamente.

Estão prontas a utilizar. Congele as que não usar. Seguem fotos sugestivas :)


No churrasco

Fritas
Em cachorro (à esquerda)
Bom apetite!
Paula

02/07/2018

Pudim de pão especial


São raros os fins de semana em que não experimento uma receita nova ou adaptada que dê para o Vasco. Ultimamente tenho-me dedicado mais aos doces tradicionais portugueses e o pudim de pão é daquelas sobremesas boas e económicas que fazem parte da infância (da minha pelo menos).
O Vasco experimentou e gostou, sem grande entusiasmo, mas eu sei que para ele, salvo algumas poucas excepções, sobremesa que não seja ou contenha chocolate não lhe desperta grande interesse.
Mas eu não quero saber disso para nada e só ocasionalmente faço sobremesas com chocolate, chama-se a isto "tough love" culinário, para ele diversificar mais o paladar. Ele vai agradecer-me por isso mais tarde (esperemos!).
Vamos lá ao pudim

Ingredientes
600ml de leite vegetal (escolham um que gostem mesmo do sabor)
150g de pão de milho sem glúten da marca Continente, sem côdea (tem 1,5g de proteína em 100g. Só experimentei com este pão que é o mais leve e de bom sabor. Pode ser usado outro pão com baixo teor proteico, desde que seja leve);
100g de açúcar (ou a gosto)
1 colher de sopa de açúcar baunilhado
30g de Maisena
1 pitada de sal
canela em pó (opcional, fiz sem)

açúcar qb. para caramelizar uma forma de pudim

Preferencialmente prepare o pudim na véspera do dia em que servir.
Amorne o leite e coloque o pão partido aos pedaços e reserve.
Ligue o forno a 180º e coloque um tabuleiro com água quente no forno (para cozer o pudim em banho maria).
Caramelize a forma de pudim: cubra o fundo com açúcar e um pouco de água e leve ao lume deixando ferver até ficar da cor do caramelo médio. Retire do lume e usando uma colher espalhe o caramelo por toda a forma. Deixe arrefecer
Entretanto junte ao leite e pão os restantes ingredientes e triture bem com a varinha até ter um preparado uniforme.
Deite o pudim na forma caramelizada e leve a cozer em banho maria durante cerca de 1 hora. Vá vigiando. Se verificar com o palito tenha presente que este nunca vai sair totalmente seco.
Depois de cozido, retire a forma do pudim do banho maria e deixe arrefecer. Leve ao frigorífico de um dia para o outro.
No dia seguinte desenforme e sirva!
Bom apetite :)

30/05/2018

Almôndegas



O meu pequeno Vasco deve ter sido italiano numa vida anterior tal é o amor que ele tem por pratos tipicamente italianos. 
Se não acreditam vejam só a lista de pratos favoritos dele:
Almôndegas com esparguete e molho de tomate (ou molho de natas)
Almôndegas com batata frita (acho que com esta combinação os italianos até se arrepiam mas enfim)
Esparguete à bolonhesa
Risotto de abóbora ou de cogumelos
Salada de massa fria
Esparguete com pesto e bolinhas de mozarella vegan
Pizza só se for bolonhesa com queijo parmesão vegan ralado
Já perceberam a ideia não é.
Eu não posso estar mais de acordo com ele, mas no meu caso prefiro uma lasanha ou beringela à "parmigiana" e também adoro martini (vermute) :)

Por estes motivos cada vez que faço almôndegas é às 90 de cada vez (faço o dobro da receita), sendo que por refeição ele come geralmente 6.
Esta receita é adaptada do website cookforlove e, para não variar, se não fosse absolutamente maravilhosa e deliciosa eu não estava aqui a escrevê-la.
Tenho consciência que é uma receita trabalhosa, mas acreditem que quando estiverem a saborear estas maravilhosas almôndegas tudo vai valer a pena.

Ingredientes:
1 tabuleiro de 250g de cogumelos portebello cortado aos cubinhos;
120g de beringela descascada  cortada aos cubinhos;
1 cebola pequena picada;
1 colher de sopa de concentrado de tomate;
3 dentes de alho picados;
1 colher de chá de sal com aipo (vende-se nos hipermercados);
pitada de pimenta;
1 colher de chá de orégãos;
1/4 de colher de chá de massa de pimentão;
1/4 de colher de chá de flor de sal
2 fatias de pão hipoproteico duro e reduzido a migalhas
150g de arroz (eu uso normal ou metade normal metade hipo);
1 dente de alho pequeno prensado
2 metades de tomate seco em óleo;
3 ou 4 folhas de manjericão (quando não tenho uso uma colher de chá de pesto)
2 colheres de sopa de farinha Loprofin
Azeite qb

Coloque 1 colher de sopa de azeite numa frigideira antiaderente e salteie os cogumelos até dourar. Junte mais 1-2 colheres de azeite e acrescente a beringela e a cebola. Continue a saltear até dourar.
Adicione o concentrado de tomate, os alhos picados, o sal com aipo, pimenta, os oregãos, a massa de pimentão e a flor de sal. Envolva bem e deixe cozinhar mais uns 5m (deve ficar uma mistura seca). Retire do lume e deixe arrefecer completamente. Triture na picadora, coloque numa tigela grande e reserve.
Entretanto triture na picadora o arroz misturado com as metades de tomate seco, as folhas de manjericão e o dente de alho prensado. Junte à mistura de legumes. Adicione por fim as migalhas de pão e a farinha.
Amasse até ficar uma massa coesa. Leve ao frigorífico por cerca de 1 hora. 
Molde as almôndegas (eu uso uma colher de chá medida para medir a quantidade de massa para que fiquem do mesmo tamanho e rende cerca de 40 unidades) e coloque num tabuleiro.
Leve as almôndegas moldadas ao frigorífico de um dia para o outro.

 No dia seguinte salteie as almôndegas num fio de azeite numa frigideira antiaderente só para dourar e selar o exterior.


Estão prontas é só juntar o molho da vossa preferência. Congele as que não forem para consumir logo.
No IKEA, com o típico molho de natas
Simples, com "batatas fritas", na lancheira

Bons cozinhados!
Beijinhos
Paula







29/04/2018

(No)cheesecake de morango


Cheesecake é das minhas sobremesas favoritas, por isso era obrigatório arranjar uma versão que desse também para o Vasco.
A receita que trago também pode ser feita com outras frutas, ou mesmo simples, aumentando-se as natas para 400ml.
Vamos lá a isto!

Ingredientes:
Para a base: 200g de bolacha maria schar ou cereais loops (usei cereais) triturados até ficar em farinha; 100g de manteiga sem sal derretida misturada com uma colher de sopa de mel.
Misturar bem estes ingredientes e colocar na base de uma tarteira com aro amovível, pressionando bem. Leve ao frigorífico.

Para o recheio
250g de morangos
100g de açúcar (ajustar conforme se pretender mais ou menos doce)
300ml de natas (de leite de vaca se possível ou vegetal, as de sabor mais neutro possível)
1 embalagem de creme fraiche (este é o ingrediente que substitui o queijo creme e ajuda no sabor. Calcular a proteína dependendo da marca, uso da marca "President" 4g de proteina)
1 saqueta e meia de agar-agar em pó, 3g ao todo.
Morangos, framboesas e pepitas de chocolate para decorar (opcional)

Triture os morangos com a varinha e passe por um passador para retirar a maior parte das sementes.
Leve o puré de morango ao lume com o agar agar e deixe ferver durante dois minutos. Retire do lume e reserve até ficar morno.
Bata as natas com o açúcar e o creme fraiche na batedeira. Junte o puré de morango e continue a bater até ficar homogéneo.
Deitar o preparado sobre a base refrigerada, alisando bem.
Leve ao frigorífico de um dia para ao outro. No dia seguinte retire o aro da forma, decore com morangos (previamente macerados com um pouco de açúcar), framboesas e pepitas de chocolate (ou outra decoração a gosto) e sirva.
Rende cerca de 14 fatias se forem contidos :)

Bom apetite!
Beijinhos
Paula Viegas