People who are different change the world

21/11/2017

Em mudança

Em fase de mudança da toma dos aminoácidos, em fase de mudança de trabalho, tudo se agita na minha vida e na do João Pku. Há alturas na vida em que nada acontece, e outras em que tudo acontece ao mesmo tempo, em que mal conseguimos respirar e controlar os batimentos cardíacos porque a vida muda radicalmente as nossas rotinas e não nos dá tempo para planear, ponderar, preparar. Ou é agora ou nunca! 
A mudança de trabalho obriga a que deixe de poder estar em contacto próximo com a escola do João. Eu sei, não é nada de especial! Mas para uma mãe galinha, que durante 3 anos de escola estava a trabalhar no quarteirão ao lado, e que só porque me apetecia, passava na sala de aulas ou no recreio só para dar um beijinho e agarrar no miúdo pela mão e "Embora aí dar uma voltinha com a mãe." Mal habituada com os recadinhos das amigas funcionárias, com a intimidade da escola, com a participação nos jogos do recreio, enfim, custa-me perder os mimos do pequeno.mas estava chegada a hora. E já foi. Agora, deixo a criatura à porta da escola logo de manhãzinha e vou buscá-la já no escuro ao A.T.L. 
 Da última consulta das metabólicas, viemos com mudanças radicais na toma dos aminoácidos. O "meu leite, que eu adoro", vai ser substituído em parte por outra fórmula de aminoácidos com base em proteína natural, do soro do leite. A perspectiva de introduzir proteína natural na teoria é excelente pensando nos benefícios para a formação óssea, na calcificação, no crescimento, no Futuro. Na prática, qualquer mudança neste ponto sensível da rotina diária e obrigatória da toma dos aminoácidos, é uma verdadeira tourada. Médica, nutricionista e Mãe, em conjunto na consulta, envolvemos o próprio João num comprometimento de colaborar de forma esclarecida, numa mudança que será para o seu próprio bem.
 Venho aqui partilhar a minha alegria por o processo de mudança dos aminoácidos estar em curso de forma muitíssimo satisfatória, apesar de o João não gostar particularmente do novo "leite". Estou orgulhosa, o João compreendeu e reagiu conforme era esperado de um menino crescido. Desde o primeiro dia em que saímos da consulta e demorou uma hora com caretas (uf...) a beber um dos pacotinhos de leite com chocolate, até hoje, já passaram 3 semanas. O pacotinho de leite com chocolate agora é tomado mais ou menos rapidamente, sem alegria mas sem dramas. O leite sem chocolate, está a revelar-se mais difícil, mas acredito que com o tempo lá iremos. As palhinhas auxiliares, desaparecem num ápice e custa a tomar o leite que sem sabor. Ainda havemos de descobrir estratégias para o leite branco.
 Mais uma vez para este processo contei com a extraordinária colaboração do Professor Pedro. Um cartão verde com pontos por um pacotinho de leite tomado na hora do lanche na escola. 
Ainda falta metade da mudança dos aminoácidos, mas a falta do leite Harifen no IGM, está a fazer atrasar o processo. Cést la vie. 
 O facto de o João compreender que a minha mudança é para o bem de todos, criou nele uma dinâmica de aceitar e colaborar na sua própria mudança. E são estas as boas notícias que partilho convosco, as mudanças no mundo metabólico são difíceis, mas há que definir estratégias, escolher o momento e desenvolver a consciência dos miúdos nos tratamentos.Somos uma dupla e cada vez mais o João é protagonista da sua história.

(E em jeito de post scriptum, acho que estou de volta ao Pku metabolicas.)

27/07/2017

Bolas de Berlim (que também podem ser donuts)

Bola de berlim recheada com "nutella"
Acho que metade das minhas boas memórias de infância tem a ver com comida, mas precisamente a que a minha mãe fazia e a que comprava. Nesta segunda categoria, lembro-me perfeitamente, num período da minha infância, que ao fim de semana ela me perguntava qual o bolo que queria para pequeno almoço e eu invariavelmente escolhia a bola de berlim. E assim foi durante muitos e bons fins de semana.
Actualmente é muito raro comer bola de berlim (foram muitos anos ahahaah), mas há um período do ano e um lugar em que uma bola de berlim é obrigatória, no verão e na praia.
E obviamente que não poderia privar o meu pequeno Vasco de uma experiência tão saborosa.
E mais uma vez lá experimentei algumas receitas para ver qual a que mais se aproximaria do original.
A receita que melhor resultado produz e que o Vasco mais gosta é a que vos trago hoje. Não vos vou dizer que a massa é igual à da original, mas aproxima-se bastante.
Assim, e porque todos as crianças e adultos têm direito à sua bola de berlim, aqui vai a receita:

Ingredientes

  • 500g de farinha Loprofin
  • Saqueta de fermento que vem na embalagem
  • 60g de açucar amarelo
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 100ml de oléo
  • 400ml de água morna
  • farinha qb para moldar
  • óleo para fritar

Coloque a farinha, o fermento, o sal e o açúcar num recipiente e misture bem. Deite o óleo e a água ao mesmo tempo e bata com a batedeira durante cerca de 1-2m. Inicialmente vai ficar uma mistura muito liquida mas depois fica mais espessa e lisa.
Unte com óleo um tabuleiro e coloque película aderente também untada com óleo.
Enfarinhe bem as mãos e retire pedaços da massa (a massa fica muito mole e é difícil de moldar) e molde em formato de bola ou donut. Coloque no tabuleiro e cubra com mais uma folha de película aderente untada com óleo. Deixe levedar por cerca de 1 hora.


Depois de levedar, aqueça numa frigideira funda quantidade suficiente de óleo.
Retire as bolas e os donuts do tabuleiro e frite em óleo bem quente. A massa irá continuar mole e se não conseguir retirar sem estragar o formato, não tem problema é uma questão de lhe dar forma novamente e colocar na frigideira. Frite até dourar.

Depois de fritas, escorra em papel absorvente e passe por açúcar amarelo e canela ou recheie com doce ou com creme de pasteleiro ou de chocolate.   

Com açúcar e canela

Disfarçada de donut
As que não forem para ser consumidas no dia, podem ser congeladas depois de fritas mas sem qualquer revestimento ou recheio (o que dá muito jeito para levar para férias). Para descongelar basta levar ao microondas durante cerca de 30s na potência máxima. Deixar arrefecer e passar por açúcar ou rechear.

Bom apetite e boa praia!

Paula Viegas

14/06/2017

Coxinhas


Acho que o meu pequeno Vasco saiu nitidamente à mãe em matéria alimentar: gosta muito de petiscar e adora salgadinhos (e também come framboesas como se não houvesse amanhã e adora tudo o que tenha chocolate :)).

Como já estamos com um pé no Verão, época de praia, piqueniques e de partir à aventura com a lancheira às costas, hoje trago-vos uma receita de coxinhas, salgadinho tipicamente brasileiro que descobri recentemente e que adorei, ideal para estas aventuras.
A receita é adaptada de um video partilhado nas redes sociais e que entretanto lhe perdi o rasto, e tem por base a massa dos gnochi.
De todos os salgadinhos que fiz para o Vasco este é o que ele mais gosta. E com toda a razão porque é tão bom  que faço esta receita para todos. Ah e fez muito sucesso entre pequenos e graúdos na festa de aniversário dele.

Vamos à receita:

  • 400g de batata (conto como 18 partes)
  • 350g de mandioca (conto como 7 partes)
  • sal e pimenta qb
  • 2 colheres de sopa de manteiga de ervas
  • farinha loprofin qb


Coza a batata com a mandioca em bastante água e sal. Depois de cozida e sem deixar arrefecer reduza a puré, temperando com a manteiga de ervas, sal e pimenta a gosto. Junte farinha loprofin até ter uma massa moldável (geralmente cercam de 3-4 colheres de sopa). Deixe arrefecer.

Massa já pronta
Separe a massa em cerca de 20 bolinhas e molde como aparece nas fotos, usando o recheio da vossa preferência, mas eu eu uso sempre e recomendo jaca com molho barbeque (receita no blogue).
 

Depois de moldadas passe por maisena, substituto de ovo e pão ralado ou farinha de mandioca. O revestimento tem de ficar uniforme.


Frite em óleo bem quente ou congele.

E pronto é só saborear!

Paula Viegas


26/05/2017

As imagens que valem por mil palavras - O workshop de Lisboa 2017- Nutricia Apofen

As courgettes recheadas, um must da cozinha hipoproteica
Mãos adolescentes a trabalhar
O Chef Bernardino
Mãos à obra
As bolinha energéticas de marmelada e cereais. Deliciaram os pequenos!
Saladas em explosão de cores e sabores!
Crianças Pku e não Pku a partilhar a ementa com imenso apetite!
Tarte Bom Bocado... E que delícia!
Balcão infantil. Alegria!
Mãos de mãe, amorosas.
Mãos de Mães a trabalhar em perfeita harmonia
Mãos de Pai e de filho a trabalhar. Orgulho e amor na cozinha
Um Senhor Defumador. A cozinha sofisticada de um Mestre.
Mãos a moldar, a arear.
Matéria bruta para as barrinhas energéticas.
Teatro de operações
Um Batman gourmet
Concentração
A dificil arte da salsicharia pku
Olá! Salsinhas Pku!
Mãos de Pai na Cozinha.
A secção juvenil da salsicharia. Miúdas a trabalhar em equipa. Cúmplices, lindas.
Vai haver rissóis!
A família Pku! A equipa!
Orgulho no trabalho feito. Beleza por dentro e por fora.
As unhas sexy da Maria João.
Onde está o Chef Fábio Bernardino?
Secção esquerda do estádio
Balcão Central
As claques
Alegria e fim de festa
Onde está o Chef Fábio Bernardino há sempre gargalhadas
 
À procura do ponto ideal
Alegria e emoção na despedida
Operação Sushi Pku


17/05/2017

Appel Strudel


Appel Srudel
Ingredientes recheio:
  • 6 maçãs ( 3 reinetas e 3 golden ou pink lady) = 800g descascadas sem caroço
  • Sumo de 1 laranja
  • 50g de passas (ou passas e frutas cristalizadas pequenas)
  • 1 colher de sobremesa de canela

Preparação:
  1. Corte as maçãs em quartos, coloque no robot para fatiar.
  2. Junte as passas. Polvilhe com canela.
  3. Junte o sumo de laranja e misture bem.
  4. Deixe no frigorífico, enquanto prepara a massa. (Também já deixei de um dia para o outro preparado.)
Massa:
  • 300g de farinha loprofin (ou farinha nacional isenta de glúten (0.7g proteína por 100g))
  • 125 de margarina vaqueiro
  • 100ml de cerveja
  • 3 colheres de sopa de açúcar moreno (mascavado escuro)
  • 1 colher de sopa de leite loprofin (opcional)
  • Canela e açúcar glacé para polvilhar no fim
Preparação:
  1. Na bimby coloquei a manteiga cortada aos bocados, depois a cerveja e por fim a farinha já misturada com o açúcar.
  2. Coloquei 20 segundos na velocidade 6, depois retirei a farinha agarrada às paredes do copo e coloquei mais 10 segundos à velocidade 6.
  3. Estendi a massa sobre papel vegetal em forma retangular. Primeiro estendi a massa com as mãos, em forma de retângulo e só depois para esticar mais e ficar fina, é que utilizei o rolo da massa de madeira, um pouco enfarinhado.
  4. Coloquei a mistura da fruta e espalhei no centro ao longo do rectângulo.
  5. Fechei os quatro lados, com cuidado nas pontas, para não rebentar. (Também se pode pincelar a massa estendida com manteiga antes de colocar a fruta).
  6. Pincelei a massa por cima, com um pouco de leite loprofin. (já fiz sem o leite e também ficou bem).
  7. Peguei nas pontas do papel vegetal e transferi para o tabuleiro do forno.
  8. Vai ao forno já previamente aquecido a 180 graus 45 minutos no nível 3.
  9. Depois pincelo por cima com um pouco de manteiga derretida para ficar dourado, e volta ao forno por mais 15 minutos.
  10. Retire do forno e quando morna, polvilhe primeiro com canela e depois com açúcar de glacé.

É muito bom servido morno. E também pode acompanhar com uma bola de gelado.
Gosto muito desta sobremesa, não tem demasiado açúcar e tem fruta. Agradeço à Ana a receita dos palitos de cerveja, que me permitiu descobrir a massa para poder fazer esta sobremesa.